'À noite, só uso ônibus, por questão de custo'

Passageiros relatam expectativa com novo benefício e pretendem utilizar mais coletivos

O Estado de S.Paulo

24 Novembro 2013 | 02h01

Aproveitar mais a cidade. E com conforto. É essa a principal motivação de quem se cadastrou para usar o Bilhete Único Mensal. O novo cartão permitirá um número ilimitado de viagens no transporte público por um preço fixo ao longo do mês. Para certos passageiros, acaba, assim, a obrigação de restringir suas viagens a deslocamentos estritamente necessários, como ir e voltar do trabalho durante os dias úteis da semana.

A roteirista de livros didáticos Gisele Tronquini, de 23 anos, usa seis ônibus diariamente para ir trabalhar e, depois, estudar. Ela mora no Jardim Brasil, na zona norte, trabalha na Água Branca e cursa História na Universidade de São Paulo (USP), no Butantã, ambos na zona oeste. Além disso, usa metrô e trem para chegar ao serviço.

"Mas para voltar, à noite, da faculdade para casa, só uso ônibus mesmo, por uma questão de custo." Com isso, a universitária perde 30 minutos nos coletivos, em vez de ir de metrô e chegar mais cedo em casa.

Ela pretende aderir ao Bilhete Único Mensal Integrado para estudantes, que custará R$ 140 (R$ 230 sem desconto). Porém, Gisele reclama que, quando fez seu cadastro no sistema, em setembro, seu Bilhete Único de Estudante parou de funcionar. "Agora, tenho de me virar só com o vale-transporte, cujo saldo deste mês já acabou."

A jovem diz que quer desfrutar mais dos parques paulistanos em suas horas de folga, principalmente nos fins de semana. "Gosto muito do Parque do Ibirapuera (zona sul), mas moro em um bairro distante do centro, então eu vou pouco, porque sempre tenho de gastar com a ida e a volta", disse.

Para a assistente administrativa Camila Bezerra, de 27 anos, que se inscreveu logo que o cadastro do Bilhete Único Mensal foi aberto, em abril, o cartão servirá para deslocamentos durante os dias úteis mesmo.

"Pretendo usar todos os dias, mais para ir para a academia e para visitar amigas." Ela mora em Sapopemba, na zona leste, e trabalha na Lapa, na oeste. Pega quatro ônibus diariamente, além de metrô, para trabalhar. "Mas chega o meio do mês e o vale-transporte já acabou, por causa das outras viagens que faço", conta Camila.

Até sexta-feira, 143.152 pessoas já haviam se inscrito no site da São Paulo Transporte (http://bilheteunico.sptrans.com.br) para receber o bilhete. / ARTUR RODRIGUES e CAIO DO VALLE

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