A metrópole da metamorfose

A metrópole da metamorfose

Histórias e imagens que traçam um panorama das mudanças da maior cidade do Brasil

24 de janeiro de 2012 | 21h52

São Paulo é como aquela criança que você vê todo dia e não nota que cresce. Vem uma tia de longe, aperta as bochechas e nota que, sim, o menino cresceu, logo logo já estará um homem feito.

São Paulo jamais será adulta. Estacionou na adolescência, a etapa da vida em que a efervescência é maior, que as mudanças acontecem do dia para a noite, que o humor pode variar se o dia está bonito ou se cai um toró de alagar um bairro inteiro, atrapalhar o trânsito do resto da cidade e atrasar a volta para a casa de mais da metade da população.

São Paulo é um organismo vivo, uma cidade onde as referências urbanas se perdem com o passar dos anos, porque o mesmo dinheiro, herói, que constrói edifícios modernos e maravilhas da engenharia contemporânea não se esquece de exercer sua vilania reduzindo a fragmentos um passado nem tão remoto assim. Não há o que reclamar, não é hora de ser o velho ranzinza a se indispor com o espírito adolescente de nossa cidade: é melhor assumir de vez, como característica, essa vocação para a metamorfose.

Na comemoração dos 458 anos da metrópole, o Estado mostra as mudanças de São Paulo nas últimas décadas, “refotografando” personagens anônimos e famosos que já estamparam as páginas do jornal nos mesmos locais da foto original. Assim, percebe-se as transformações das pessoas e dos endereços: a cratera do Metrô virou novíssima estação, o caçula da família tornou-se o dono do restaurante, um tradicional cinema hoje é igreja evangélica e a cidade segue pulsante.

Como não poderia deixar de ser, as mudanças na metrópole foram muitas. De uma pequena vila fundada por jesuítas em 1554, a maior cidade do Hemisfério Sul tem hoje 11,2 milhões de habitantes e 7,1 milhões de veículos. O mercado da capital é vibrante: 240 mil lojas se espalham por suas ruas, que também sediam 17 dos 20 maiores bancos brasileiros e 100 das 200 maiores empresas de tecnologia. Com 260 salas de cinema e 184 casas noturnas, não falta o que fazer.

Traduzidos na realidade, cada um desses números tem o seu rosto, cenário e tempo de vida, mas sempre deixam heranças que sobrevivem em meio às metamorfoses da metrópole. É esse o espírito que norteia as próximas páginas. / EDISON VEIGA E RODRIGO BURGARELLI

Emerson Fittipaldi, o campeão de velocidade

Raí, o capitão do Morumbi

Éder Jofre, o 'galinho de ouro'

SP em horário nobre, com Silvio de Abreu

Eles não podem faltar: Demônios da Garoa

Tomie Ohtake de volta à criação

22 anos de Ibirapuera

Vida na Bolsa

Ex-rei da noite

Fogo na favela

O pioneiro do metrô

Heróis da cratera

Tudo o que sabemos sobre:
sampa458

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.