FELIPE RAU
FELIPE RAU

'A melhor segunda do ano é a última', diz turista em praia de São Sebastião

Motoristas enfrentaram longas filas até o litoral norte do Estado nos últimos dias do ano, mas evitam reclamar

Rafael Italiani, O Estado de S. Paulo

29 Dezembro 2014 | 22h36

SÃO SEBASTIÃO - O excesso de veículos, estreitamento de faixas, lombadas, saídas de condomínios e a grande quantidade de banhistas em Boraceia, no litoral norte de São Paulo, fizeram os motoristas levarem uma hora para andar cinco quilômetros, entre o km 198 e o km 193, na Rodovia Rio-Santos, no sentido São Sebastião. E os motoristas que chegavam ao litoral não viam motivos para reclamar, mesmo parados dentro dos carros, sob um sol de 32°C. 

“A gente pega trânsito todo dia em São Paulo, independentemente do que tenha de fazer na cidade. Aqui pelo menos eu sei que estou na praia, vou descansar. É um sacrifício que vale a pena”, afirmou a administradora de empresas Maria Regina de Andrade, de 39 anos.





Estacionado no acostamento e pegando comida para as crianças no porta-malas do carro, o professor Antonio Carlos Trindade, de 53 anos, lamentava apenas não ter saído mais cedo de São Paulo. “Tem cada vez mais gente nessa parte do litoral e a estrada é a mesma. Certo quem madruga para evitar trânsito.”

Juquehy. A areia da Praia de Juquehy, em São Sebastião, estava lotada. Parte das pessoas tinha acabado de enfrentar os congestionamentos da Rio-Santos e vinha até de outros Estados. O médico Rodrigo Calixto Mattos, de 33 anos, e a dentista Bruna Medeiros, de 24, viajaram por sete horas, desde a cidade de Passos, em Minas até a pousada em que se hospedaram, em Juquehy.

Eles chegaram a São Sebastião por volta do meio-dia e foram direto para a praia. “A melhor segunda-feira do ano é sempre a última, ainda mais na frente na praia”, disse o médico. É a primeira virada de ano que o casal passa junto. “Vai ser muito bom e dar prosperidade para 2015”, disse Bruna.

Já um grupo de 11 amigos que estavam em uma barraca ao lado alugou uma casa para o feriado e vai festejar o novo ano em uma balada de Maresias. Os jovens da capital, do interior de São Paulo e também de Minas alugaram uma casa com piscina por R$ 8 mil. “Ficou R$ 200 para cada um, com comida. Vale mais a pena do que ir sozinho e ficar em pousada”, disse o administrador de empresa Alexandre Bombonati, de 25 anos. Os amigos vão passar a semana inteira no litoral.

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