A luz preferida dos decoradores

A tecnologia LED ficou mais acessível com as fitas adesivas flexíveis, que são compradas por metro na Santa Ifigênia

VALÉRIA FRANÇA, O Estado de S.Paulo

10 Março 2012 | 03h04

A iluminação com o uso da tecnologia LED virou hit nos projetos de decoração interna. Além de ser mais econômica - consome até 90% menos do que uma lâmpada incandescente -, ainda tem dimensões menores, o que aumenta a possibilidade de uso.

Entre as opções, a grande estrela é a fita adesiva de LED, que pode iluminar desde a bancada da cozinha até toda a extensão da prateleira da estante da sala.

As luzinhas também estão mais acessíveis. Nas casas de material elétrico da Rua Santa Ifigênia, no centro, um rolo de cinco metros varia de R$ 90 a R$ 300, dependendo da marca. Para instalar, é só colar a fita na superfície, conectar a um reator adequado, e ligar na tomada.

"É muito prático, mas é preciso medir bem o espaço onde a fita será colocada, para comprar um reator do tamanho ideal", diz a arquiteta Fernanda Negrelli. "A lâmpada dicroica halógena, comum em luminárias embutidas, também pode ser substituída pela de LED. Tem o mesmo formato, esquenta menos, ilumina com a mesma eficiência e pode ser adquirida em uma grande gama de cores." Custa, em média, R$ 32.

O LED é o mais indicado para iluminar guarda-roupas e cabides, porque não altera a cor dos tecidos. As outras lâmpadas amarelam as roupas brancas e podem deformar alguns materiais, por causa do calor emitido. Em quartos de crianças e em corredores, surgem nas luminárias batizadas de olhos de tigre, que apenas sinalizam o caminho no escuro. Como gastam pouco, são muito utilizadas nas áreas externas das casas e nas piscinas. A variedade de LED aumentou tanto que, em algumas lojas, o cliente escolhe o modelo da luminária com luz halógena ou LED. É o caso da Scatto Lampadario, loja de artigos de luxo nos Jardins.

Fluorescente. Até as velhas lâmpadas fluorescentes já têm substitutas de LED. "São as T8, que não precisam de reator como a fluorescentes, e têm foco mais direcionado", diz Edson Gomes, de 54 anos, light designer da Labluz, empresa de iluminação na Rua da Consolação.

Outra vantagem é a vida útil do produto. Enquanto uma incandescente tem 10 mil horas de uso, a T8 dura 50 mil horas. "Mas ela ainda é muito branca. Adequada às áreas de trabalho, como cozinha e escritório." Outro inconveniente da T8 ainda é o preço. Custa R$ 150, cinco vezes mais do que a velha fluorescente. Já uma dicroica de LED pode ser encontrada por a partir de R$ 25. "A tendência é o preço baixar. Empresas estão investindo em fábricas fora do Brasil", diz Gomes.

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