A luta contra a nevasca

"Com as ondas altas que entram na baía, nossa âncora desgarrava. Ligávamos os motores, Plínio assumia o leme, eu e Manoel, do lado de fora, tentávamos distinguir os contornos de terra para dar alguma direção ao Plínio. Os vidros do comando, congelados, não permitiam visão. Meus olhos doíam castigados pelos flocos de neve. Situação de apequenar qualquer marmanjo. Felizmente mantivemos a calma, passando informações ao Plínio, dando condições para ele navegar em direção à corrente da âncora.

O Estado de S.Paulo

10 Abril 2012 | 03h04

Então Manoel ia para a proa e, com esforço, recolhia a âncora para podermos capear (navegar) em um espaço cheio de pedras bem perto da praia. Quando melhorava, soltávamos a âncora de novo. Então, dedos cruzados, torcíamos para o ferro grudar no fundo do mar. Em vão. Logo entrava mais uma rajada. O barco começava a desgarrar novamente. Foi assim durante 48 horas."

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