A irracionalidade humana e o digital

Análise: Alexandre Matias

O Estado de S.Paulo

14 Dezembro 2011 | 03h04

Uns ficam paranoicos, outros aliviados. O fato é que, se a tecnologia pressupõe ferramentas que facilitam o dia a dia, por outro lado, parte desse conforto é cobrado em outras moedas e a privacidade é a moeda corrente do meio digital.

A mesma tranquilidade que dá ao saber, a tantas da madrugada, que o filho está bem com uma mensagem de texto ou em que vaga do estacionamento do supermercado você largou seu carro, vem em forma de câmeras, telas e satélites bisbilhotando cada esquina da vida moderna.

É um toma lá dá cá de satisfações e concessões. Tivesse sido há cinco anos, o assassinato de Bianca talvez não fosse solucionado. Fosse daqui a cinco anos, o assassino poderia falsificar sua localização com um programa baixado no celular e sair ileso. Ou Bianca poderia assinalar que corria risco de vida por algum dispositivo biônico - e não morreria de forma violenta.

A tecnologia não detém a irracionalidade humana. Porém, pode acuá-la.

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