GABRIELA BILO/ ESTADAO
GABRIELA BILO/ ESTADAO

A história do relojoeiro que luta contra o tempo no horário de verão

Seu Toninho ajusta 52 relógios em São Paulo: 'minha missão é deixar todos em ordem em, no máximo, uma semana'

Edison Veiga, O Estado de S. Paulo

15 Outubro 2016 | 03h00

Não é porque o fim de semana vai ter uma hora a menos que o tempo anda curto para seu Toninho. Porque a mesma luta contra o tempo também bagunça sua agenda em fevereiro, naquele fim de semana conhecido por ter uma hora a mais. É que, quando “muda o horário”, ele tem poucos dias para ajustar 52 relógios.

“Minha missão é conseguir deixar todos em ordem em, no máximo, uma semana”, conta ele, que nesta sexta-feira, 14, já estava mexendo nos ponteiros do relógio da Estação Júlio Prestes, no centro da capital. Estão em sua lista os marcadores do Esporte Clube Pinheiros - são 12 -, do Palácio dos Bandeirantes e da Bolsa Oficial de Café, de Santos, entre outros. 

Antonio Rodrigues de Lima, seu nome completo, tem 74 anos e costuma brincar que já nasceu relojoeiro. Aprendeu o ofício com o pai, em Palmeira dos Índios, Alagoas, onde nasceu. Mudou-se para São Paulo aos 14 anos e trabalhou em diversas relojoarias até se tornar “dono do próprio negócio”, em 1970. “Quando vi que as pessoas passaram a usar relógios ‘descartáveis’, sem engenho e arte, acabei me especializando em grandes relógios.” 



Ajuste. À meia-noite deste sábado, 15, os relógios devem ser adiantados em uma hora nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A medida vale até 19 de fevereiro.

Neste ano, a expectativa do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é de que haja uma economia de R$ 147,5 milhões. Nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste o racionamento deverá ser de 3,7%, enquanto o Sul deve poupar 4,8%. 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.