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A história do Parque São Domingos

De fazenda de cereais a bairro nobre da região noroeste da cidade

O Estado de S. Paulo

02 Dezembro 2015 | 19h08

Bairro e distrito na fronteira entre as zonas norte e oeste, o Parque São Domingos no século XIX fazia parte da Fazenda Anastácio, que pertenceria também, no futuro, ao Brigadeiro Tobias de Aguiar e sua mulher Domitila, a Marquesa de Santos.

A propriedade em que se cultivavam principalmente cereais e chás seria convertida em diversos sítios e chácaras de onde os agricultores tiravam produtos a ser vendidos no mercado central da cidade.

O perfil rural da região começou a mudar (um pouco) com os loteamentos de diversos sítios, a chegada de algumas indústrias e dos operários que passaram a compor a população nos primeiros anos do século XX. 

Em 1917, parte da fazenda passou para as mãos da Companhia Armour do Brasil. Até o fim da década de 1940, um pedaço da região servia de pastagem para o gado que seria abatido no Frigorífico Armour, transitando por baixo da via Anhanguera, na chamada passagem do boi.

O desenvolvimento custou a chegar – até a década de 70, não havia linha de ônibus a serviço do bairro. Nos anos 90, porém, o Estadão já o descrevia como zona nobre da cidade, bastante procurada por quem queria morar bem, com tranquilidade, fugindo do burburinho da Lapa. 

O Parque São Domingos foi aberto em 1980 com 80 mil metros quadrados. A área até então era um terreno utilizado como campo de futebol. 

Existe uma certa confusão entre o que faz parte do bairro de Pirituba e o que é considerado vizinho, situado em São Domingos. Os bairros são irmãos bastante próximos e nasceram das mesmas fazendas que foram loteadas no século XX. Pirituba e São Domingos “disputam”, por exemplo, a propriedade do Parque Cidade de Toronto.

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