Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

A história da Vila Nova Conceição

No começo do século XX, essa fatia do Ibirapuera era repleta de chácaras

O Estado de S. Paulo

24 Novembro 2015 | 19h18

A arborizada Vila Nova Conceição é um dos bairro derivados da enorme região compreendida por Moema e Ibirapuera. Ela fica justamente coladinha ao mais famoso parque da cidade. Os primeiros registros da área são ainda dos anos de 1500, no tempo em que o Brasil era colônia. Na zona alagadiça e cheia de mato, viviam os índios tupiniquins chefiados por Caiubi. Dizem que mais adiante o primeiro engenho de ferro do Brasil seria criado naquele pedaço. 

Até o século XIX, a vocação que prevalecia era a rural, sobretudo de criação de gado de corte e leite. Em 1885, foram inaugurados um matadouro (Vila Clementino) e uma estação de bonde. No começo do século XX, eram muitas as chácaras de imigrantes europeus, em que havia o cultivo de frutas e legumes e ainda os pastos. 

Uma certa fazenda Santa Maria seria loteada para que a Vila Nova Conceição fosse oficialmente fundada, em 1936. Nos anos 50, o bairro já era um refúgio de tranquilidade, muito arborizado e com direito ao barulho dos riachos que ainda não tinham sido enterrados para que fossem rasgadas grandes avenidas. No fim do século, nova transformação: a Avenida Santo Amaro ganhou corredor de ônibus e perdeu espaço na calçada. As lojas fecharam ou mudaram de lugar. Surgiu o complexo viário Ayrton Senna e a Avenida Helio Pellegrino, sobre o córrego Uberaba. 

A Vila Nova Conceição em breve seria o bairro mais cobiçado de São Paulo com ruas tranquilas e arborizadas. Era o que dizia um anúncio do Estadão no fim dos anos 80, evidenciando o interesse imobiliário pela região. Além de dispor de uma localização privilegiada, a seis quilômetros do centro e encravado na avenida República do Líbano, tem fácil acesso aos Jardins, Avenida Brasil, Marginal Pinheiros, Moema, Itaim Bibi e Avenida Santo Amaro. O Parque do Ibirapuera, fundado em 1954, ajuda a compor uma barreira ao ar poluído. Outro anúncio, de 11 de novembro de 1990, mostrava que as construtoras elegiam o bairro como “novo santuário para os edifícios de alto padrão”. Assim foi e a economia local respondeu com oferta de serviços, consumo e gastronomia bastante sofisticados.  

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