Reprodução/Ocupe&Abrace
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A história da Pompeia em sete tempos

Era uma vez dois riachos paralelos que corriam em torno de um novo bairro

O Estado de S. Paulo

17 de agosto de 2015 | 18h13

1) Há mais de cem anos, em abril de 1914, a Companhia Urbana Predial anunciava o loteamento que daria origem à Vila Pompeia. O texto do anúncio publicado em jornal dizia o seguinte: "A Companhia Urbana Predial adquiriu a fazenda Bananal, abriu ruas, lotou os terrenos e rasgou uma grande avenida de 25 metros até a linha de bondes de Água Branca, através do Parque Antarctica. (...)o grande circuito de avenidas da nossa futura capital será: Largo do Rosário, Avenida São João, Avenida Água Branca, Avenida Pompéia, Avenida Municipal, Avenida Paulista, Avenida Luiz Antonio, terminando na Rua Direita." (Clique para ver o anúncio no Acervo Estadão)

2) Vizinha da Lapa, de Perdizes e do Sumaré, a Pompeia foi construída por parte dos imigrantes que chegaram ao Brasil no início do século 20. Italianos, portugueses, espanhóis, japoneses e alemães eram atraídos para o trabalho assalariado nas indústrias que surgiam na região, como a Companhia Melhoramentos, a Santa Marina e as Indústrias Matarazzo - dessa última, ainda restam as chaminés.

3) Famílias inteiras trabalharam por muitos e muitos anos nas fábricas e boa parte dos descendentes desses operários vivem na Pompeia até hoje, desde os tempos em que brincar na rua não era mais perigoso do que incrivelmente divertido. 

4)Naquele tempo, o córrego da Água Preta (cuja nascente fica na praça Homero Silva) era um divisor de terras. Ele separava a Pompeia da Vila Romana. O mesmo acontecia com o regato da Água Branca, que marcava o limite de Perdizes. 

5) Há duas teorias para o nome do bairro. A primeira afirma tratar-se de uma homenagem a Aretusa Pompeia, mulher de Rodolpho Miranda, da Companhia Urbana Predial. 

6) A outra versão se apoia em uma promessa religiosa e conta que Cláudio de Souza e sua mulher Luiza Leite de Souza foram para o Santuário de Pompeia, na Itália, quando descobriram que sua filha estava muito doente. Lá eles prometeram que se ela ficasse boa mandariam erguer uma capela para Nossa Senhora do Rosário, em São Paulo. A menina sarou e a igrejinha branca de fato ficou pronta em 1922, no alto da atual Avenida Pompeia. 

7) O atual prédio da igreja data de 1928. Ela foi entregue aos padres camilianos, que estão entre os primeiros moradores do bairro. Com os padres também surgiu uma clínica, onde hoje funciona o Hospital São Camilo.

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