Reprodução Facebook/Arquivo familiar
Reprodução Facebook/Arquivo familiar

'A gente quer que o real culpado seja preso', diz pai de menino morto

Arthur Aparecido Bencid Silva, de 5 anos, morreu após ser atingido por um tiro na cabeça durante festa de réveillon; suspeito foi liberado pela Justiça

Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

03 de janeiro de 2018 | 19h29

Os pais do menino Arthur Aparecido Bencid Silva, de 5 anos, morto com um tiro na cabeça durante a festa de réveillon deste ano, prestam depoimento na tarde desta quarta-feira, 3, no 89.° Distrito Policial (Portal do Morumbi). "Só o que a gente quer é que o real culpado seja preso, não qualquer pessoa só para tentar acabar ou amenizar a situação", afirma David Santos da Silva, de 33 anos, pai do garoto.

Arthur foi baleado enquanto fazia bolhinhas de sabão para a irmã mais nova, de 2 anos, estourar no quintal de uma casa na Vila Sônia, zona sul da capital. Por volta da 0h10, o garoto caiu, desacordado. Segundo o pai, o menino estava ereto antes do disparo e caiu de costas.

+++ Menino de 5 anos morre atingido por bala perdida no réveillon em SP

Por falta de provas até o momento, a Justiça negou o pedido de prisão preventiva do homem suspeito de ter provocado a morte do menino. A Polícia Civil liberou o preso nesta quarta por volta de 2h, mas pediu exame de perícia para verificar se a bala que atingiu a criança partiu da arma dele. 

Laudo necroscópico apontou que Arthur foi atingido na região superior do crânio por um projétil de calibre 38. A bala ficou alojada na nuca da criança. "No momento em que foi atingido, já não tinha mais chance de sobreviver", afirma Silva. "A gente vem destruído, mas a gente tem de ajudar a polícia também."

Para o pai, a posição da queda do filho e os ferimentos sofridos indicam que o disparo foi feito para cima. "Não sei o que a pessoa queria comemorar, ainda mais neste País, nessa situação que está", diz. "Ainda mais com arma."

A festa aconteceu na casa de um primo de Valéria Aparecido, de 34 anos, mãe de Arthur. Como não moram na região, o pai afirmou que não conhecia vizinhos ou tinha desavenças com moradores da área. "Não tenho ideia de quem pode ter sido."

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