'A gente morre é de trânsito, não de trabalhar'

A piora recente no trânsito de fim de tarde já é percebida por motoristas. "É mentira que a gente em São Paulo morre de trabalhar. A gente morre é de trânsito, isso sim", diz Sandra Gonçalves, que mora perto da Avenida Inajar de Souza, na zona norte, e trabalha na região da Barra Funda, zona oeste. "Hoje levei duas horas para percorrer esse trajeto, que não chega a 10 quilômetros. E isso porque venho por dentro - se for pela Marginal, não chego nunca."

O Estado de S.Paulo

07 Setembro 2012 | 03h02

A professora Cássia Thais de Oliveira, de 32 anos, também sofre com as agruras do trânsito diariamente, mas tem sorte porque costuma sempre dirigir nos horários de contrafluxo.

"Moro em Pirituba e trabalho na Casa Verde. O trajeto dura uns 40 minutos, mas não acho tão ruim. É bem pior para quem faz o trajeto contrário. Eu não pego trânsito, mas o outro sentido está sempre parado", conta.

Paulistanos que precisam dos ônibus sentem ainda mais esses problemas. "Andar nos corredores é um sufoco", conta o vendedor Alexandre Ribeiro Mendes. "Todo dia tenho de pegar o corredor da Edgar Facó (avenida da zona norte). Ali, o trânsito fica tão ruim que faz os pontos lotarem. Por causa disso, cada ponto em que o ônibus para são vários minutos até todo mundo entrar." / B. R. e R. B.

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