A feminilidade por Reinaldo Lourenço e Herchcovitch

O que é ser feminina hoje? Usar uma transparência ou uma saia armada? Se depender da visão de dois estilistas que se apresentaram ontem na SPFW, ambos. Reinaldo Lourenço abriu o dia com uma ideia glamourosa da mulher, inspirada em tempos áureos de Hollywood. Uma mulher que gosta de diamantes - como as estrelas Liz Taylor e Marilyn Monroe -, e leva o formato ao pé da letra. Como? Usando vestidos-diamante construídos lindamente em couro sobre tule. O tule nude revela o corpo e cria uma sustentação da peça com ares de mistério ou mesmo de ironia (como a "poitrine" em forma de gato). No meio dessa delicadeza, entra um couro mais pesado e fetichista que, segundo Reinaldo, é prova do poder da mulher hoje.

Lilian Pacce, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2011 | 00h00

Já Alexandre Herchcovitch mostra um feminino mais romântico e anos 1960 - como os tecidos bordados que ele garimpou na casa de uma costureira. Os tons leves ficam mais esmaecidos pela ação dos anos, e cada marca deixada pelo tempo valoriza ainda mais a peça. Por falar em valorizar, Alexandre constrói as roupas pelo avesso para mostrar os detalhes da técnica utilizada. Tudo é leve apesar de estruturado. E a transposição dos tecidos vintage para os novos tecidos, em estampa, funciona tão bem quanto, o que viabiliza todo o conceito sob o ponto de vista comercial.

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