A era Plínio

Mal comparando as próximas eleições à última Copa do Mundo, a política brasileira vive um momento parecido com o da campanha da seleção na África do Sul. Faltam imaginação, alegria, criatividade, ousadia, irreverência... Os candidatos andam tão previsíveis quanto um pontapé do Felipe Melo ou qualquer problema físico do Kaká.

Tutty Vasques, tutty.vasques@estadao.com.br, O Estado de S.Paulo

11 Agosto 2010 | 00h00

Dilma, Serra, Marina, estão todos na retranca, jogando o feijão-com-arroz nas entrevistas e debates na TV. Seus marqueteiros apostam tudo no erro do adversário! Ninguém arrisca um drible de corpo, um lance mais inteligente, uma graça, um improviso fora do script da política de resultados. A boa notícia é que o esgotamento da fórmula pode, a exemplo do que aconteceu com a era Dunga no Mundial 2010, abrir caminho para a tão esperada renovação.

O problema é que o Neymar da política tem 80 anos e atua no PSOL que, de novo mal comparando, é uma espécie de time dos poucos amigos do Chico Buarque que ainda estão com Fidel e não abrem. Plínio de Arruda Sampaio não é, evidentemente, o futuro, mas pode ajudar a erradicar o discurso tático em detrimento da arte de fazer política. O futebol, neste particular, está bem melhor encaminhado na vida.

Tá no sangue

Fãs adolescentes de Fiuk, o filho de Fábio Jr. revelado em Malhação,

querem vê-lo seguindo os passos artísticos da irmã, Cleo Pires. Apostam que, em alguns anos, o moleque vai estar maduro para posar nu em revistas do gênero.

Quem parte, leva!

O bota-fora de Renato Gaúcho não tem data para acabar em Salvador! O baiano - em especial o torcedor do Bahia - está só esperando o técnico contratado pelo Grêmio dar as costas para começar a festa.

Boato infame

A onça pintada que na segunda-feira atacou e matou uma fêmea de leopardo no Zoológico do Rio nunca esteve na casa do goleiro Bruno no Recreio dos Bandeirantes. E não se fala mais nisso, ok?

Designer novo

Quem esteve ontem com Rubinho no "Barrichello Kart Day", em Cotia, na Grande SP, garante: a franja projetada do piloto ganhou aerodinâmica diferente depois da ultrapassagem sobre Schumacher no GP da Hungria. Promete ser a grande sensação na volta das férias da Fórmula 1. Felipe Massa, por sua vez, está cada vez mais evidentemente careca.

Nem aí!

Esse negócio de ter de vencer é coisa de técnico que precisa se afirmar. O Felipão está acima disso. Não dá mais a mínima para resultados desde que voltou ao Palmeiras. Quem não gostar de seus métodos, que vá torcer para outro time.

Mercado externo

Já tem camelô brasileiro vendendo máscaras contra fumaça em Moscou. Gente que, com a repressão aos cambistas no Brasil, resolveu diversificar atividades lá fora.

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