A desmoralização do silêncio!

Voando baixo

TUTTY HUMOR, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2012 | 03h06

Decolou ontem da Suíça rumo ao Marrocos o primeiro voo intercontinental de um avião movido a energia solar. A uma velocidade de 70 quilômetros por hora, a aeronave leva ligeira vantagem na corrida que deve apostar com camelos no Deserto do Saara.

Musa da floresta

Dilma Rousseff, anunciando sua decisão sobre o Código Florestal: "Diga à Camila Pitanga que eu veto!"

Mal comparando

O personagem do tal Cláudio Abreu (ex-diretor da Delta) na CPI do Cachoeira é pior, em todos os sentidos, do que a Chayene de Cláudia Abreu na novela das 7.

Nada a declarar

Terremotos em série no município mineiro de Montes Claros, greve do metrô em Belo Horizonte, CPI do Cachoeira no Senado, manobra dos "contas-sujas" no Congresso e a pergunta que não quer calar: o Aécio Neves não tem nada a dizer sobre coisa nenhuma?

Dura na queda

Quando, afinal, a Grécia vai pedir para sair? Só se fala disso na tropa de elite da União Europeia!

Há controvérsias!

Os críticos de cinema ficaram divididos em três grupos após a exibição do filme de Waltinho Salles no Festival de Cannes: quem não achou On the road genial ou uma grande bobagem, evocou o direito constitucional de ficar calado a respeito.

Pior até que esses caras de pau que se recusam a dar respostas às investigações em curso no Senado, tem aqueles que fazem das perguntas um espetáculo à parte em busca do voto dos indignados.

Gente que até prefere que os depoentes não tenham nada a declarar para não dividir com eles o tempo das oitivas e o julgamento da opinião pública sobre o embate que vem sendo frustrado pelo silêncio.

Respostas inteligentes podem, como se sabe, evidenciar a estupidez do que está sendo perguntado, como aliás é de praxe nas CPIs no Congresso Nacional.

O direito constitucional de emudecer, além de recurso jurídico precioso para a defesa, cria na plateia dos tribunais políticos a falsa sensação de astúcia do inquiridor parlamentar.

Certos de que ficarão sem respostas, todos sobem o tom do interrogatório, deixando no ar a impressão de que pegaram o safado pelo rabo.

Com vasta experiência nesta prática, Demóstenes Torres terá a chance de, vivendo o outro lado da moeda, desmascarar a farsa enfrentando o Conselho de Ética na próxima terça-feira. Não à toa, é grande a torcida no Congresso para que o senador siga a orientação de seu advogado, mantendo-se calado na sessão.

Cala a boca, Love!

Vágner Love perdeu excelente chance de usar com propriedade o

direito constitucional de ficar calado ao lançar o desafio "Quem nunca capotou?" para minimizar acidente de automóvel com o colega rubro-negro Diego Maurício. Esse rapaz está precisando de um bom advogado!

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