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A cidade na visão de Gregorio Gruber

Com 40 obras, exposição revela de tradicionais cartões-postais a novidades arquitetônicas

Edison Veiga, O Estado de S.Paulo

07 Outubro 2010 | 00h00

Tudo começa com uma cena paulistana. Gregorio Gruber vai ao endereço e se apaixona por ele. Algumas vezes, filma. Em outras, fotografa. Depois esboça o que um dia se tornará mais um de seus quadros. "A captação da imagem é feita cada vez de um jeito", conta o artista. "Tem dia em que vou ao local e não faço nada. Fico só olhando."

Eis a receita seguida, há décadas, por esse artista plástico nascido em Santos e criado em São Paulo - com alma e emoções bem paulistanas. Aos 58 anos, filho do também pintor Mário Gruber e pai da também artista Lorena Hollander, Gregorio estreia hoje, no Lugar Pantemporâneo, exposição de 40 pinturas, assemblages, desenhos e aquarelas. Todos retratando a capital. E cada vez mais pinta baseado nos sentimentos. "Hoje eu prezo mais o lado emocional, aquilo que eu sinto nos locais", afirma.

Seu processo de criação não é óbvio, metódico. Antes, encarna a cidade. "Não faço as coisas muito programadas", explica. "Alguns locais ficam tão presentes na cidade que é impossível para qualquer paulistano deixar de sentir essa presença."

Assim, entre as musas urbanísticas do artista, cartões-postais antigos coexistem com novidades, como a ponte Octavio Frias de Oliveira, inaugurada em 2008. As imagens que estampam esta página acompanham comentários do próprio Gregorio. Um aperitivo para quem quer conferir a exposição.

 

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