''A chuva aumentou e tivemos de fazer uma descarga maior''

Gesner Oliveira, PRESIDENTE DA SABESP

Renée Pereira, O Estado de S.Paulo

15 Janeiro 2011 | 00h00

Em que nível a Represa Paiva Castro chegou?

A represa ficou acima de 97%. A partir das 8 horas de 10 de janeiro a vazão foi subindo gradualmente. No dia 11, a chuva aumentou e fomos obrigados a fazer uma descarga maior. Uma coisa é uma tromba d"água, algo inesperado que causa centenas de mortes. Outra coisa é uma descarga planejada, que respeita regras técnicas claras, que protegem a represa e, por sua vez, a região. Não é lógico dizer que a descarga provoca inundação. É a chuva que provoca a inundação.

Qual era o nível da represa antes das chuvas do dia 11?

Estava em 47%. Num período de 2 horas ela atingiu o pico. Estamos falando de um fenômeno raro, que exigiu ação rápida e, repito, em observância com as normas da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Departamento de Água e Esgoto de São Paulo. A Sabesp não é responsável pela elaboração das regras, ela tem de seguir estritamente as determinações.

Poderia haver alguma mudança nessas regras?

Toda regulação é passível de aprimoramento. E a cada verão, a cada ano hidrológico nós aprendemos mais. Os próprios modelos probabilísticos aprendem. Os intervalos de confiança são melhores na medida que os dados aumentam. Conhecemos melhor as regiões, os equipamentos melhoram. Tem muita coisa a aprimorar. Mas como administrador tenho de obedecer as regras a que estou sujeito.

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