A CDHU busca nova 'fachada'

Concurso arquitetônico estabelece parâmetros diferenciados para futuros residenciais populares

Márcio Pinho, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2010 | 00h00

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) anunciou a contratação de seis projetos arquitetônicos vencedores de um concurso nacional para a construção de moradias populares no Estado de São Paulo.

Eles trazem conceitos como sustentabilidade ambiental, urbanidade da região onde estarão inseridos e soluções de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida. Os projetos serão adotados em conjuntos previstos em São Paulo, Itapecerica da Serra (dois dos projetos), Laranjal Paulista, Piracaia e Botucatu. Na capital paulista, os prédios serão construídos no bairro da Ponte Rasa, na zona leste.

Os seis trabalhos foram premiados no concurso Habitação para Todos - Concurso Nacional de Projeto de Arquitetura de Novas Tipologias para Habitação de Interesse Social Sustentáveis. Foram seis vencedores, um em cada categoria - casas térreas, escalonadas, sobrados e três de edifícios de diferentes portes até sete pavimentos. Cada um ganhou R$ 50 mil.

Segundo o secretário estadual da Habitação e presidente da CDHU, Lair Krähenbühl, a ideia "é mudar um pouco a cara de habitação". "Não ficar preso a coisas convencionais, aquele coisa monocromática, tudo igualzinho. Vamos pôr cor nisso. Até a década de 90 não tinha cor. Está mudando", afirmou ele.

Outra vantagem, diz, é evitar que se gaste com adaptações anos depois da construção. Os projetos executivos começam a ser desenvolvidos em novembro. Eles vão determinar o número de unidades e os custos. Alguns poderão sofrer adaptações, como os projetos de casas, que podem ser verticalizados para atender à demanda das cidades.

Projeto. Janelas amplas para permitir claridade e economia de energia. Parte interna e externa que leva em conta pessoas com mobilidade reduzida. Um entorno com bastante verde, áreas de lazer e itens de urbanização, como o acesso ao transporte público. Esses itens apareceram no projeto da Triptyque, agência ganhadora na categoria de prédio de quatro pavimentos.

Rosana Ferrari, do Instituto de Arquitetos do Brasil, órgão que também promoveu o concurso, elogiou a aposta nos novos formatos. Para ela, eles representam um ganho estético e urbanístico e são mais eficientes em termos de política pública, ainda que o custo seja mais alto.

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