A análise veicular em São Paulo deve ser anual?

Não

O Estado de S.Paulo

22 Março 2013 | 02h05

Sou a favor da inspeção veicular na frequência necessária, de acordo com o comportamento visto na inspeção. Se o veículo não tem apresentado falhas nos três primeiros anos, não deve ser necessária a inspeção. Parte do desgaste é de responsabilidade da montadora; quando o carro ainda está na garantia, não apresenta muitas falhas.

Esse novo modelo vai de certa forma penalizar os veículos mais antigos, ou seja, quem tem dificuldade de comprar carro novo ainda vai ter de se submeter à inspeção. Mas, olhando a lógica de efetividade no programa de inspeção, isso é o que faz sentido. O espaçamento da inspeção deve ser coerente com o resultado apresentado, com a necessidade. Se eu estou tendo desvios no carro a partir de certa idade, tenho de fazer maior número de inspeções.

Sim

Pode acontecer muita coisa com um carro em um ano, dependendo do tipo de uso, que pode degradar suas condições. Não é questão de tempo, é de uso do veículo. Até a quilometragem varia muito de pessoa para pessoa: a média deve estar em torno de 15 mil km por ano, mas tem gente que roda 50 km/ano. Há pessoas que tomam cuidado com a manutenção, como troca de óleo, e outras que não fazem nenhum tipo de manutenção preventiva - só vai mexer quando quebra.

Talvez no ano que o carro é comprado não precise de inspeção, mas a partir do segundo ano de uso uma inspeção anual é importante. Para carros novos e ainda mais para carros já com mais tempo de uso. Além disso, a inspeção anual causa uma mudança de comportamento: as pessoas se preocupam mais com a manutenção do carro.

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