A americana Marin Alsop será a nova regente da Osesp

Diretora da Orquestra de Baltimore, ela será a titular do cargo e deve substituir a partir de 2012 o francês Yan Pascal Tortelier

Maria Eugênia de Menezes, O Estado de S.Paulo

12 Fevereiro 2011 | 00h00

A americana Marin Alsop é a nova regente titular da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). Em coletiva de imprensa marcada para hoje na Sala São Paulo, o presidente do Conselho da Fundação Osesp, Fernando Henrique Cardoso, deve apresentá-la como a nova ocupante do cargo, até agora nas mãos do francês Yan Pascal Tortelier. Marin vai assumir o posto no início de 2012 e terá contrato de cinco anos.

Neste ano, a programação da orquestra não sofrerá alterações e o contrato de Tortelier, que estava interino na função, continua válido até o fim de 2011.

Considerada por muitos a maior regente feminina da atualidade, Marin tem uma intensa agenda internacional de concertos, o que leva alguns observadores da cena musical nacional a levantar dúvidas sobre o tempo que efetivamente terá para se dedicar ao conjunto paulistano.

Segundo o Estado apurou, o Conselho da Osesp acredita ter conseguido firmar um contrato vantajoso com a maestrina. Ela teria se comprometido a fazer um número de apresentações superior ao que seu antecessor vem cumprindo. Ao contrário de John Neschling, ela não deve acumular a direção artística da Osesp, que continuará a cargo de Arthur Nestrovski.

Tortelier assumiu a Osesp às pressas logo após a conturbada saída de John Neschling em 2009 e também estava no páreo. Mas não se mostrou como candidato ideal. No último ano, não faltaram conflitos que desgastaram ainda mais sua relação com a orquestra. Os músicos chegaram a reclamar publicamente sobre a falta de envolvimento do maestro.

Nome em ascensão na cena internacional, Marin destaca-se hoje como diretora musical da Orquestra Sinfônica de Baltimore, nos Estados Unidos - cargo em que está desde 2007 e deve manter mesmo depois de assumir a regência da Osesp.

Aos 54 anos, foi aluna de Leonard Bernstein e tem se notabilizado por seu engajamento em programas de educação musical para a população carente.

No ano passado, Marin apresentou-se com a Osesp em um único programa, conduzindo a 7.ª Sinfonia de Mahler. Bem recebido, seu desempenho a pôs na disputa pelo cargo. Ela desbancou aquele que chegou a ser tido como favorito, o jovem maestro estoniano Krisjtan Järvi.

O processo de escolha foi conduzido por um comitê que reunia representantes dos músicos, integrantes da cúpula da orquestra e dois consultores internacionais: Henry Fogel e Thimoty Walker, diretor executivo e artístico da London Philharmonic Orchestra. Os candidatos foram selecionados a partir dos maestros que regeram a Osesp na última temporada.

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