9 em cada 10 consideram parques e praças de SP inseguros para crianças

Pesquisa da Rede Nossa São Paulo e do Ibope aponta ainda sensação de insegurança em bibliotecas, quadras e centros culturais

Bárbara Rubira - especial para o Estado

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SÃO PAULO - Cerca de 89% dos paulistanos avaliam os parques e praças da cidade de São Paulo como pouco ou nada seguros para crianças e adolescentes. É o que mostra a pesquisa "Viver em São Paulo: Crianças e Adolescentes", realizada pela Rede Nossa São Paulo em parceria com o Ibope Inteligência.

89% dos paulistanos avaliam os parques e praças da cidade como pouco ou nada seguros para crianças e adolescentes Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Outros espaços, como bibliotecas públicas, quadras poliesportivas e centros culturais, também foram considerados inseguros.

O levantamento entrevistou 800 moradores de São Paulo com mais de 16 anos, entre os dias 3 e 19 de agosto. Destes, 82% disseram considerar as quadras poliesportivas da cidade pouco ou nada seguras.

Já os centros culturais e centro educacionais unificados (CEUs) foram considerados pouco ou nada seguros por 64% dos entrevistados, enquanto as bibliotecas públicas, por 55%.

A percepção de insegurança é ainda maior entre aqueles que se identificaram como responsáveis por uma criança e/ou adolescente: 91% disseram considerar os parques e praças pouco ou nada seguros.

Na divisão por regiões, os moradores da zona norte são os que se mostram mais inseguros com as crianças nos parques e praças, com porcentual de 94%.

A pesquisa ainda mostra que 23% dos paulistanos acreditam que melhorar a conservação de espaços públicos como praças e parquinhos deva ser prioridade para que a cidade promova mais qualidade de vida para crianças e adolescentes. As atividades culturais devem ser prioridade para 18%. No topo da lista, está a infraestrutura das escolas e creches, prioridade para 32% dos entrevistados.

 

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