8 PMs investigados por mortes em sindicato de ônibus

Oito policiais militares e pessoas ligadas ao Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de São Paulo são investigados pelos assassinatos dos sindicalistas Sérgio Augusto Ramos e José Carlos da Silva. Os crimes ocorreram em 25 de outubro e 12 de novembro. Ontem, policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) cumpriram 20 mandados de busca e apreensão. Um homem foi preso por porte ilegal de arma. Segundo a delegada Alexandra Comar de Agostini, sete dos oito PMs trabalhavam como segurança de diretores da entidade nas folgas.

Cristiane Bonfim, O Estado de S.Paulo

16 Dezembro 2010 | 00h00

Foram apreendidos computadores, celulares e 13 armas de fogo. De acordo com a delegada, as armas tinham licença e os portadores eram os policiais e funcionários do sindicato. "Apenas o irmão de um motorista da entidade foi preso porque ele não tinha porte", diz Alexandra.

Segundo a delegada, algumas das armas apreendidas têm calibre compatível com os das usadas nos crimes. Elas serão encaminhadas à pericia técnica. A polícia também encontrou R$ 59.470 em dinheiro - R$ 54,5 mil estavam escondidos em uma panela na casa do ex-presidente do sindicato Edivaldo Santiago da Silva. À polícia, ele disse que o dinheiro era legal e que seria declarado à Receita Federal.

Silva é hoje secretário-geral do Sindicato dos Motoristas. Entre os investigados também está o atual presidente do sindicato, Isao Hosogi.

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