7 viram réus em caso de mortes em ressonância

Eles são acusados de homicídio culposo contra três pacientes que se submeteram a exame em hospital de Campinas

RICARDO BRANDT / CAMPINAS, O Estado de S.Paulo

30 Maio 2013 | 02h04

A juíza da 1.ª Vara Criminal de Campinas, Patrícia Pae Kim, aceitou a denúncia do Ministério Público contra sete pessoas por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) no caso da clínica Ressonância Magnética Campinas (RMC). Em janeiro, três pacientes morreram após se submeter a exames de ressonância magnética no crânio.

Com a aceitação da denúncia, na terça-feira, viraram réus no processo os dois donos da clínica, os médicos José Luiz Cury Marins e Adilson Prando, e seus filhos, Marcos Marins e Patrícia Prando, que administravam o serviço que funciona dentro do Hospital Vera Cruz. Uma enfermeira e dois auxiliares de enfermagem também responderão por homicídio culposo.

Os sócios e administradores da clínica vão ainda responder por fraude processual, por terem atrapalhado as investigações, ao omitir o uso do produto que provocou as mortes.

Segundo a Polícia Civil, as vítimas, dois homens de 36 e 39 anos e uma mulher de 29, receberam por engano uma injeção na veia de 10 ml cada de uma substância química usada como isolante térmico na indústria, chamada perfluorocarbono. Foi ela que desencadeou a parada cardiorrespiratória.

A substância era usada na clínica sem conhecimento das autoridades, em ressonâncias de próstata, sem contato com o organismo, para melhorar a qualidades das imagens.

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