61 estabelecimentos são fechados no País

Locais foram interditados para corrigir as irregularidades; apenas Manaus lacrou metade das casas noturnas

O Estado de S.Paulo

31 Janeiro 2013 | 02h00

A fiscalização de casas noturnas País afora está mais rígida desde a tragédia na boate Kis: já são ao menos 61 estabelecimentos fechados preventivamente em diferentes cidades até que irregularidades sejam corrigidas.

Só em Manaus (MA), mais da metade das casas de show foi interditada - são 52, das 98 registradas. Elas só poderão retomar as atividades quando regularizarem pendências administrativas, como a obtenção ou renovação de licença ambiental.

A prefeitura do Rio interditou ontem à noite, durante fiscalização feita em parceria com o Corpo de Bombeiros, duas casas noturnas que não atendiam às exigências de segurança contra incêndio e outros acidentes. As boates Nuth e 021, na Barra da Tijuca, zona oeste, terão de realizar obras para poder reabrir, segundo a Secretaria Municipal de Ordem Pública. A reportagem não conseguiu ouvir responsáveis pelos dois estabelecimentos, ontem à noite.

Em Fortaleza, quatro casas de show foram fechadas pelo Corpo de Bombeiros ontem por não oferecer nem sequer 30% de condições de segurança exigidas. Outras dez casas foram notificadas e têm 72 horas para regularizar equipamentos de segurança.

A prefeitura de Salvador iniciou anteontem um mutirão de inspeções em casas noturnas e instalações que servirão de camarotes no carnaval. Uma das mais famosas danceterias da capital baiana, a Borracharia - que funcionava de fato como borracharia durante o dia -, foi lacrada por não ter alvará para abrigar eventos. Já o badalado What's Up foi fechado por estar com o alvará de funcionamento vencido. Outras cinco casas foram notificadas e têm uma semana para corrigir falhas. No litoral baiano, Ilhéus decretou a suspensão dos alvarás de funcionamento de todas as casas noturnas e de eventos para corrigir as autorizações.

Em Belo Horizonte, o processo de concessão de alvarás mudou e agora os locais precisam de auto de vistoria dos bombeiros.

Interior paulista. A prefeitura de São José do Rio Preto interditou preventivamente o Teatro Municipal Paulo Moura, com capacidade para 950 pessoas, até que aparelhos de segurança contra incêndio sejam instalados.

Já a prefeitura de Ribeirão Preto deve iniciar hoje uma varredura nas casas da cidade. A administração acredita que cerca de 40% dos locais de pequeno e médio porte estejam irregulares.

Em Franca, uma ação pedida pelo Ministério Público, conduzida desde o fim de 2011, detectou 43 irregularidades em casas de shows. Foram notificados a prestar esclarecimentos até responsáveis por eventos em espaços abertos. / RENATA MAGNENTI, LAURIBERTO BRAGA, CHICO SIQUEIRA, RENE MOREIRA, ESPECIAIS PARA O ESTADO, FÁBIO GRELLET, TIAGO DÉCIMO e MARCELO PORTELA

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