6 ladrões são presos ao tentar roubar agência bancária

Um dos reféns conseguiu se esconder no banheiro e avisar a PM; todos se renderam e ninguém ficou ferido

WILLIAM CARDOSO, O Estado de S.Paulo

10 de agosto de 2012 | 03h03

Uma quadrilha com seis criminosos foi presa ontem pelas Polícias Civil e Militar durante uma tentativa de roubo a uma agência do Itaú na Avenida Ricardo Jafet, na Saúde, zona sul de São Paulo, a apenas 50 metros de uma companhia da PM. Ninguém ficou ferido.

Um dos reféns conseguiu se esconder no banheiro e ligou para a PM, relatando o assalto. Ao mesmo tempo, policiais civis que monitoravam e já investigavam os bandidos havia um mês foram chamados.

Segundo os policiais que participaram da ação, não houve troca de tiros durante o assalto. Os ladrões conseguiram entrar na agência com duas armas de brinquedo. Com elas, dominaram o vigia e tomaram o revólver dele. A partir daí, fizeram os clientes e funcionários reféns.

Quando foram descobertos pela polícia, os ladrões sugeriram entregar seis reféns. Entre eles estavam dois bandidos disfarçados, que logo foram descobertos pelos policiais militares. Outros dois estavam dentro da agência, com mais dez reféns. Eles também se renderam. Outros dois bandidos já estavam na frente do cofre, que permanecia trancado. Todos foram presos e levados para a 5.ª Delegacia do Patrimônio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Investigação. Segundo o delegado Celso Marchiori, o alvo de sua investigação era o líder da quadrilha, um criminoso experiente e que já tinha passagens por roubo a banco em 2007 e em 2008. De acordo com ele, os bandidos chegavam ao banco em busca do dinheiro do cofre, mas estavam preparados para qualquer situação e dificilmente saíam sem nada.

"Eles entravam na agência. Se o cofre, que tem temporizador, estivesse aberto, eles davam sorte e levavam tudo. Caso contrário, pegavam só o dinheiro dos caixas e clientes", explicou. Na Ricardo Jafet, com o cofre fechado, já tinham juntado R$ 27 mil.

Para o delegado, os bandidos estão cada vez mais ousados. "Salvo exceções, não há um criminoso especialista apenas em determinada área. Tem uma casa lotérica, eles entram. A mesma coisa em residências."

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