5 mil acompanham velório coletivo de vítimas de acidente

Cerca de 5 mil pessoas passaram ontem pelo velório coletivo de 19 dos 26 mortos no acidente de anteontem na BR-282. O enterro ocorreu em Santo Cristo (RS), cidade da maior parte das vítimas, em covas abertas por voluntários. "A dor que as famílias estão sentindo aqui em Santo Cristo é a dor de todo o Rio Grande", resumiu o governador gaúcho, Tarso Genro.

Elder Castro e Júlio Castro, O Estado de S.Paulo

07 Março 2011 | 00h00

Duas outras pessoas foram veladas em Giruá, duas em Santa Rosa, uma em Horizontina e duas em Pelotas, também no RS.

O acidente ocorreu às 3 horas de sábado em Descanso (SC), quando um caminhão bitrem carregado de tábuas de madeira com placas de Pelotas bateu de frente em um ônibus de Horizontina, que levava excursionistas de Linha Salto para confraternização em Marechal Cândido Rondon (PR). Além dos 26 mortos, a tragédia deixou dois feridos com gravidade, internados em hospitais de Chapecó (SC) e Concórdia (SC), e 21 com fraturas, escoriações e hematomas - 14 ainda estão nos hospitais de São Miguel do Oeste (SC).

Os governos de Santa Catarina e Rio Grande do Sul e os prefeitos de Santo Cristo e Santa Rosa decretaram luto oficial de três dias. O governador catarinense Raimundo Colombo também anunciou ontem que pediu a técnicos "minucioso" levantamento das condições do trecho de rodovia simples onde aconteceu o acidente para entregar ao Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit).

"O volume de veículos nas estradas catarinenses é intenso e a tendência é cada vez se agravar", afirmou à Rádio Gaúcha de Porto Alegre. A rodovia já foi palco de outra tragédia. Em outubro de 2007, um duplo acidente a nove quilômetros do local do desastre de sábado causou a morte de 27 pessoas e feriu outras 90.

A pista simples em curva acentuada e a iluminação ruim podem ter contribuído para o choque de sábado. A hipótese preliminar, segundo a Polícia Rodoviária Federal, é que, após perder o controle do veículo, Fernando Furtado, o motorista da carreta tenha feito uma curva acentuada à direita, tombado e deslizado 43 metros até bater de frente com o ônibus. Ele e sua acompanhante, Saionara Rocha, morreram.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.