400 sem-teto tentam invadir Câmara de SP

Grupo cobra audiências para a revisão do Plano Diretor e vai à Prefeitura pedir fim dos despejos de áreas públicas ocupadas

Diego Zanchetta e Fabio Leite, O Estado de S.Paulo

16 de outubro de 2013 | 02h10

Cerca de 400 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) tentaram invadir a Câmara Municipal de São Paulo na tarde dessa terça-feira, 15, para pressionar os vereadores a votarem a revisão do Plano Diretor, com medidas que beneficiem moradias populares.

A presidência do Legislativo paulistano mandou bloquear com grades de ferro e tapumes de madeira a entrada principal do Palácio Anchieta, na região central. O grupo de sem-teto forçou os tapumes, mas foi impedido por policiais militares e guardas-civis metropolitanos,

O presidente da Câmara, José Américo (PT), depois recebeu uma comissão formada por 12 sem-teto, que reivindicam a realização de audiências públicas para a votação da revisão do Plano Diretor da capital.

"O Plano Diretor foi entregue há três semanas na Câmara e até agora não temos nem data para as audiências públicas. Viemos aqui para cobrar do presidente da Câmara um posicionamento sobre o plano diretor", disse Guilherme Boulos, da coordenação do MTST.

Por volta das 16h30, o grupo seguiu para o Viaduto do Chá, onde protestou na frente do prédio da Prefeitura de São Paulo. Uma comissão de manifestantes foi recebida pelo secretário adjunto de Relações Governamentais, José Pivatto.

Os sem-teto cobram que a prefeitura pare com despejos sem ordem judicial em terrenos municipais ocupados, como o do Parque Ipê, no bairro Campo Limpo, zona sul,

Há duas semanas, cerca de 350 famílias foram retiradas do local pela GCM. Na sexta-feira, o grupo retornou ao local. "Nós ocupamos a área para fazer uma manifestação legítima por moradia e a Prefeitura, sem nenhum mandado judicial e com truculência despejou as famílias", afirmou Guilherme Simões, do MTST.

Pivatto afirmou aos manifestantes que vai encaminhar as demandas do grupo às secretárias responsáveis. O grupo promete novo protesto em frente a Prefeitura amanhã, a partir das 9h.

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