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400 policiais farão 'bico oficial' em 90 escolas do Estado do Rio

Eles receberão até R$ 200 por turno de 8 horas; armados, soldados só revistarão alunos a pedido dos diretores

LUCIANA NUNES LEAL / RIO, O Estado de S.Paulo

03 de maio de 2012 | 03h02

Noventa escolas públicas do Estado do Rio, 37 delas na capital, terão segurança feita por policiais militares armados que trabalharão no horário de folga. Os 400 PMs atuarão na porta e no entorno, mas poderão também entrar nas escolas, em caso de ocorrências graves, desde que haja um pedido da direção.

Coordenador do Programa Estadual de Integração da Segurança (Proeis), o coronel Odair de Almeida Lopes Júnior disse ontem, na assinatura do convênio entre as Secretarias da Segurança e da Educação do Estado, que revistas de alunos só acontecerão "mediante solicitação bem fundamentada do diretor".

Segundo o PM, os policiais tentarão coibir o aliciamento de alunos e a venda de drogas e poderão agir também em casos de bullying, além de organizar o trânsito. Durante a noite, trabalharão na vigilância para evitar invasão e roubo. Eles vão receber R$ 200 por turno de oito horas trabalhado nas escolas, durante a folga, com limite de 12 turnos por mês. No caso dos praças, o pagamento será de R$ 150 por turno.

As escolas começaram ontem a receber os PMs, em caráter experimental. Nas 90 escolas, estudam 115.490 alunos e trabalham 6.279 professores. O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, informou que, na semana que vem, os PMs terão três dias de treinamento, focado no trato com crianças e adolescentes.

O governador Sérgio Cabral (PMDB) afirmou que "as 90 escolas vão ganhar outro nível de valor, os pais, os alunos e os professores terão outro nível de tranquilidade".

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