400 imóveis do centro são tombados pelo Iphan

400 imóveis do centro são tombados pelo Iphan

Reconstrução e reparo terão de ser autorizados pelo órgão. Medida era[br]estudada desde 2007 e foi refeita após chuva

Vitor Hugo Brandalise, O Estadao de S.Paulo

26 Março 2010 | 00h00

Quase quatro meses após a enchente que destruiu parcialmente São Luís do Paraitinga, no interior de São Paulo, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) tombou provisoriamente cerca de 400 imóveis do centro histórico da cidade. Assim, todos os processos de reconstrução e reparos de edifícios dentro de perímetro delimitado pelo Iphan terão de ser autorizados pelo órgão.

Trata-se do passo anterior ao tombamento definitivo pelo Iphan, que deve ser analisado a partir de agora. "Trabalhávamos no tombamento desde 2007 e o processo terminaria no começo do ano. Com as chuvas, o plano foi refeito e agora, após meses de análise técnica, é consenso que o tombamento se justifica para balizar a reconstrução", explicou a superintendente do Iphan em São Paulo, Anna Beatriz Galvão.

Os casos de reconstrução e reparos nos imóveis serão decididos isoladamente. "A burocracia não vai aumentar. Vamos formar comissão entre prefeitura, Condephaat (conselho estadual do patrimônio) e Iphan, para que o cidadão não precise aprovar seu projeto três vezes", disse Anna Beatriz. O tombamento provisório será publicado hoje, no Diário Oficial da União.

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