4 são presos por vender CNH para analfabetos

A transferência de uma carteira de habilitação de Itapevi para São Paulo revelou um esquema de venda de CNHs para analfabetos em São Paulo. As carteiras eram vendidas por cerca de R$ 1 mil. Quem comprava podia parcelar em até cinco vezes e não era preciso fazer exame prático ou teórico. Quatro acusados de fazer parte do esquema foram presos em flagrante anteontem por falsidade ideológica e formação de quadrilha.

Marcelo Godoy, O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2010 | 00h00

As prisões foram feitas pelos policiais do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) pouco depois de um pedreiro de 53 anos ter procurado o órgão para transferir a CNH de Itapevi para São Paulo. Para tanto, devia preencher um requerimento de próprio punho na frente de um policial do Detran. "Fizemos essa regra para tentar coibir as fraudes", disse o delegado Carlos José Paschoal de Toledo, diretor do Detran.

Ao ser questionado por que não preenchia o documento, o pedreiro contou tudo. O Detran foi até a autoescola em Itapevi onde ele disse ter comprado a carta. Ali achou 80 dedos de silicone usados para fraudar o registro das digitais dos candidatos a motorista. Os dois donos da autoescola e dois gerentes foram presos em flagrante.

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