Ernesto Rodrigues/AE
Ernesto Rodrigues/AE

38 imóveis de perdizes podem ser tombados

A pedido de moradores, Conpresp vai estudar a preservação de sobrados e casarões históricos

Rodrigo Brancatelli, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2011 | 00h00

O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) abriu ontem o processo de tombamento de 38 imóveis do bairro de Perdizes, na zona oeste da capital. Entre os endereços estão sobrados, palacetes, pequenos prédios e casarões neocoloniais remanescentes da ocupação da região, desenvolvida a partir de 1900 ao redor da antiga chácara do sítio do Pacaembu.

Trata-se do maior tombamento na área. Foram os próprios moradores de Perdizes que pediram a abertura do processo, que foi protocolado em 2009. Os imóveis estão em sua maioria em ruas como Doutor Homem de Melo, Turiaçu, Ministro Godoi, Germaine Burchard, Monte Alegre, Itapicuru, Bartira, Caiubi e Vanderlei, entre outras. O Conpresp ainda abriu tombamento do prédio do Colégio Santa Marcelina na Cardoso de Almeida, além de outras cinco casas na mesma rua.

Passeando por esses vias, é possível reparar que esses imóveis do século passado são justamente os últimos bem preservados em Perdizes, um resquício do que sobrou de arquitetura histórica depois de o mercado imobiliário ter lançado anualmente 350 apartamentos nos últimos cinco anos. Depois de tantos novos empreendimentos, Perdizes é hoje o 14.º bairro mais valorizado de São Paulo, segundo a Empresa Brasileira de Estudos Imobiliários (Embraesp), com preço do metro quadrado na casa dos R$ 8 mil.

Chácara. Procurada pela reportagem, a Assessoria de Imprensa do Conpresp afirmou que todos os bens do processo "são remanescentes da ocupação da área". Ainda assim, o órgão diz que não há um detalhamento maior da importância dos imóveis, que serão analisados a partir de agora pelos técnicos e conselheiros.

A abertura do processo significa que o Conpresp admitiu a possibilidade de os edifícios terem valor histórico e cultural e, por isso, precisa de tempo para analisá-lo. Até a decisão definitiva sair, nenhuma modificação pode ser feita nos imóveis.

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