35% dos relógios de rua da capital continuam desligados

Empresa responsável pela manutenção de 314 mostradores atribui problema ao vandalismo e à falta de peças

Felipe Grandin, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2010 | 00h00

Dois meses depois de assumir a manutenção dos 314 relógios de rua da cidade de São Paulo, a Buldogue Mídia Exterior ainda não conseguiu colocar todos os equipamentos em funcionamento. Segundo levantamento apresentado pela empresa à Secretaria de Infraestrutura Urbana da Prefeitura (Siurb), 109 mostradores continuam quebrados, o equivalente a 35% do total. A Buldogue culpa o vandalismo e a falta de peças de reposição.

Ontem, a reportagem encontrou relógios desligados ou quebrados em vias de grande fluxo de veículos e pedestres, como o Corredor Leste-Oeste e as Avenidas Paulista, Francisco Matarazzo, 9 de Julho e Auro Soares de Moura Andrade. Na Pacaembu há mostradores vazios - apenas com a carcaça.

Segundo o relatório, 78 relógios sofreram vandalismo ou foram alvo de acidentes de trânsito, como os da Avenida Pacaembu. Outros 31 continuam quebrados porque são modelos com mais de 10 anos e a empresa espera as peças de reposição. Segundo a Siurb, a Buldogue mantém duas equipes vistoriando cerca de 30 relógios por dia "verificando as condições de funcionamento de cada um deles".

Licitação. O problema dos relógios se arrasta desde o início deste ano, quando terminou o contrato com a empresa Publicrono, que fazia a manutenção dos mostradores havia dez anos. Desde então, a Prefeitura tenta mudar o modelo do contrato para fazer uma nova licitação, mas depende da aprovação da Câmara Municipal. Enquanto isso, os relógios continuam funcionando de forma precária.

Para Heitor Marzagão Tommazini, diretor executivo do Movimento Defenda São Paulo, é responsabilidade da Prefeitura fazer com que a empresa coloque os relógios em funcionamento. "A partir do momento em que a empresa que venceu uma licitação não está cumprindo o contrato, cabe à Prefeitura fazer valer o acordado", afirma.

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