Paulo Liebert/Estadão
Paulo Liebert/Estadão

30% mais caros, prédios de grife viram moda em SP

Voltados a clientes que gostam da arquitetura de vanguarda, novos projetos têm assinaturas como a do polonês Daniel Libeskind

Adriana Ferraz,

26 Janeiro 2013 | 19h26

A assinatura faz toda a diferença. Em São Paulo, além da área útil, das opções de lazer e da quantidade de vagas no estacionamento, os imóveis mais badalados do mercado têm agora mais um diferencial: são projetados por arquitetos de renome. A lista inclui grifes nacionais e internacionais do mercado, como Daniel Libeskind, Isay Weinfeld, Gui Mattos, Jonas Birger e Patricia Anastassiadis. Mas a inovação tem preço. Em média, imóveis de grife custam até 30% mais.

Exclusivos, os projetos têm potencial para virar verdadeiros cartões-postais. É o caso do Edifício Vitra, em obras no Itaim-Bibi, zona sul da cidade. Projetado pelo polonês Daniel Libeskind, considerado hoje um dos papas da arquitetura mundial, o prédio terá forma de uma escultura triangular, com paredes revestidas em vidro e 14 apartamentos avaliados em R$ 8 milhões.

Com apenas 15 andares, o Vitra será sinônimo de luxo. O primeiro projeto de Libeskind para uma cidade da América Latina terá área mínima de 565 metros quadros - dúplex, a cobertura terá o dobro de tamanho - e uma lista de mimos, como spa, biblioteca e seis vagas de estacionamento, além de sala de descanso para funcionários.

Autor do Museu Judaico de Berlim e do projeto de revitalização do marco zero de Nova York - depois do ataque às torres gêmeas -, o arquiteto mantém uma equipe no País para acompanhar a construção. O investimento é custeado pela JHSF, responsável pela obra. Segundo o diretor de incorporação da empresa, Luciano Amaral, o dinamismo da cidade convenceu Libeskind. “Não foi um processo complicado. E ele adorou São Paulo.”

Arte. Em expansão, o mercado aposta em clientes que prezam pela arquitetura de vanguarda, considerada arte, e projetada tanto em empreendimentos residenciais como em comerciais. O perfil dos compradores é semelhante. Prédios de escritórios são ocupados, geralmente, por agências de publicidade, de relações públicas ou estúdios de arte. Já os residenciais recebem arquitetos, engenheiros e artistas.

Em Pinheiros, os dez andares do Edifício João Moura servem de sede para a agência F.Biz, com 270 profissionais. Projetado pelo escritório Nitsche Arquitetos Associados, tem andares irregulares, placas coloridas na fachada e salas amplas, sem divisórias. Para o sócio Pedro Reiss, o espaço faz toda a diferença. “Ainda mais no nosso negócio, que preza pela criatividade. O próprio prédio nos lembra que precisamos fazer coisas diferentes.”

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