30% das vans escolares vistoriadas têm problemas

Tacógrafos, obrigatórios em veículos que transportam passageiros, estão irregulares

BRUNO RIBEIRO, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2012 | 07h42

As peruas que fazem transporte escolar em colégios particulares da cidade de São Paulo foram alvo de fiscalização ontem do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), que achou irregularidades em 31% dos veículos vistoriados. A falha estava nos cronotacógrafos, os registros de velocidade.

Ao todo, 65 vans que transportam alunos de cinco colégios foram fiscalizadas e 20 foram autuadas para regularizar os equipamentos. De acordo com o Ipem, a fiscalização foi feita em vans que atendem alunos dos Colégios Móbile (ensino infantil e fundamental), Arquidiocesano, Bandeirantes e Dante Alighieri. Só nos veículos que transportam alunos do Bandeirantes não foram encontradas falhas.

Os cronotacógrafos funcionam como caixas-pretas de veículos terrestres: registram a velocidade desenvolvida e revelam se, em algum momento, eles ultrapassaram os limites de velocidade ou fizeram freadas bruscas. É um equipamento obrigatório em veículos que fazem transporte de passageiros e só são válidos se estão com um certificado emitido pelo próprio Ipem. Os proprietários dos veículos autuados responderão a processo administrativo, que pode resultar em multa - entre R$ 100 e R$ 1,5 milhão.

Escolas. As escolas vistoriadas não mantêm peruas próprias. São serviços oferecidos diretamente pelos motoristas aos alunos. A exceção é o Colégio Dante Alighieri, que informou ter uma frota de micro-ônibus. Segundo o colégio, todos os veículos da frota estavam com tacógrafo regular.

A diretora educacional do Colégio Arquidiocesano, Marisa Ester Rosseto, disse ter mantido contato com a cooperativa que atende seus alunos e ressaltou que as duas peruas autuadas serão regularizadas. "Fomos parabenizados pelos fiscais pela qualidade dos nossos veículos."

O diretor do Colégio Móbile, Daniel Bresser, disse que a escola indica apenas duas empresas para o transporte de seus alunos e nenhuma delas foi autuada. Uma dessas empresas, no entanto, afirmou que há outros profissionais que também atendem os alunos, sem nenhuma relação com o colégio, e essas empresas é que teriam sido autuadas.

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