JB Neto/AE
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27 mil famílias vivem em áreas de risco alto e muito alto em SP

São 607 setores com perigo iminente de deslizamentos; remoção deveria ser imediata

Paulo Saldana e Renato Machado, O Estado de S.Paulo

08 Julho 2011 | 00h00

A cidade de São Paulo tem 27,1 mil famílias em áreas de risco alto e muito alto. São 607 setores espalhados pela cidade com perigo iminente de deslizamentos e de onde as pessoas deveriam ser retiradas imediatamente.  

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A Prefeitura afirma que, desde o começo do ano, quando o mapeamento foi divulgado, foram removidas 1.761 famílias de locais de grande risco - 6% do total. O prefeito Gilberto Kassab prometeu, em fevereiro, remover 1.132 famílias de áreas de risco muito alto até junho. Até março, 600 entraram na lista do auxílio aluguel. A Prefeitura não disse se entre os 1.761 estão famílias que vivem em áreas de risco extremo.

A capital tem 407 áreas de risco, segundo mapeamento do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), divulgado neste ano. Cada área é dividida em setores, que são classificados em quatro graus: baixo, médio, alto e muito alto. Levantamento feito pelo Estado em março mostrou que 41% dos setores de risco alto e muito alto (251) eram conhecidos já em 2003 e continuavam da mesma forma.

A Prefeitura afirma que, de 2005 a 2010, 501 intervenções foram feitas em áreas de risco, com investimentos de R$ 133 milhões. Atualmente, 50 estariam em andamento.

A Subprefeitura de Cidade Ademar tem 24 áreas de risco e está entre as seis com maior registro. Mas, até 31 de maio, a regional gastou apenas 10% do previsto para ações nas áreas de risco. O orçado ficou em R$ 3,6 milhões, mas apenas R$ 373,8 mil haviam sido liquidados.

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