25% só não usam ônibus por falta de opção

Nas grandes cidades brasileiras, o transporte coletivo se mantém como principal meio de locomoção, apesar do crescimento constante da frota de carros. Em municípios com mais de 100 mil habitantes, 58% usam ônibus, micro-ônibus, vans, metrôs, trens, bonde e barcas. E o número poderia ser ainda maior: 25% da população deixa de usar o transporte público pela inexistência ou indisponibilidade nos horários necessários, segundo a pesquisa CNI-Ibope Retratos da Sociedade Brasileira: Locomoção Urbana, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria.

, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2011 | 00h00

O otimismo da população surpreendeu os pesquisadores, que foram para as ruas entre 20 e 23 de março. Para 49%, o sistema de transporte público no País deve melhorar nos próximos três anos; apenas 12% acreditam que vai piorar. O transporte público conta hoje com 39% de aprovação, ante 28% que o considera ruim ou péssimo. Para 26%, o sistema é regular.

Para 24% da população, o caminho casa-trabalho ou casa-escola leva mais de uma hora por dia - 54% avaliam, no entanto, que o transporte coletivo atual é "rápido". O tempo gasto é maior entre os de renda mais elevada, o que indica que essas pessoas moram mais afastadas do local de trabalho. O levantamento mostra ainda que, para 37% da população, o tempo de locomoção é o principal fator na escolha do meio para se deslocar e 61% já usa, em algum momento, transporte público.

Violência. A pesquisa CNI-Ibope revela ainda que mais da metade dos entrevistados sente medo sempre ou na maioria das vezes de sofrer um acidente ou ser assaltado durante a locomoção. Os motoqueiros são os mais preocupados e os pedestres, os menos. Nas capitais, 59% temem ser assaltados e 55% se acidentar. O medo é menor no interior, onde 44% têm medo de assalto e 45% de acidente. A pesquisa do Ibope foi realizada com 2.002 entrevistados em 141 municípios.

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