HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO
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22% dos clientes da Sabesp aumentam consumo em janeiro

78% reduziram gastos; desde que programa de bônus foi criado, em fevereiro de 2014, economia é de 100 bilhões de litros de água

Luciana Collet, O Estado de S. Paulo

09 Fevereiro 2015 | 19h07

SÃO PAULO - Nem a situação crítica dos reservatórios que abastecem a Grande São Paulo, os novos estímulos à população para economizar água, com a introdução de novas faixas de desconto para quem reduz seu consumo, ou mesmo a ameaça de multa foram suficientes para 22% dos clientes da Sabesp na Região Metropolitana de São Paulo reduzirem o consumo de água. De acordo com dados divulgados pela companhia de saneamento básico, essa fatia registrou em janeiro um consumo acima da média registrada em fevereiro de 2013 e janeiro de 2014. 

Conforme explicou a companhia, esses clientes não diminuíram o uso de água, mas ainda não receberam um conta acrescida da multa, já que a chamada tarifa contingenciada só passou a valer no dia 9 de janeiro e o mês de referência para a sua aplicação é fevereiro. 

Essa tarifa adicional vai representar um ônus de 20% a 50% sobre a conta de quem aumentar o consumo de água. Só não recebem essa multa os clientes da tarifa social, que consomem menos de 10 metros cúbicos (m3) por mês, além de hospitais e outros órgãos públicos prioritários. Conforme a Sabesp, os recursos adicionais com a tarifa deverão ser utilizados em medidas de uso racional da água. "Estará expressamente proibida sua utilização para pagamento de dividendos aos acionistas", diz.

Dos 78% dos clientes da Grande São Paulo que reduziram o consumo, 53% obtiveram uma economia de 20% e conquistaram o bônus de 30% na conta. Outros 7% economizaram entre 15% a 20% e receberam 20% de desconto na conta e 5% diminuíram o consumo entre 10% e 15% e ganharam um bônus de 10%. Os demais 13% consumiram menos água, mas não o suficiente para obter o desconto.

Em relação a dezembro, quando as novas faixas foram implementadas, nota-se um leve aumento na faixa de desconto intermediária, de 20%, que cresceu 1 ponto porcentual. Já a faixa de menor bônus (10%), diminuiu 2 pontos porcentuais, enquanto a participação daqueles que economizaram, mas não ganharam desconto teve aumento de 1 ponto porcentual. 

Segundo a Sabesp, no mês passado a economia média foi de 5,4 m3/s, o que corresponde ao abastecimento de aproximadamente 1,65 milhão de pessoas, ou cerca de um terço da água retirada em média atualmente do Cantareira, que é de 17 m3/s. 

A companhia de saneamento destaca que desde que o programa de bônus foi criado, em fevereiro de 2014, a economia acumulada é de 100 bilhões de litros de água. "O volume de água economizado acumulado no período representa mais da metade do Sistema Guarapiranga cheio, ou, aproximadamente, um décimo de todo o Cantareira", diz. 

Implantado inicialmente para a região do Cantareira, em fevereiro, o programa de bônus foi expandido, a partir de maio, para todos os municípios atendidos pela Sabesp na Grande São Paulo, além de algumas cidades da região de Campinas e de Bragança Paulista. 

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