22 anos de Ibirapuera

No Ibirapuera, na Liberdadem na aldeia guarani Jaraguá, quatro pessoas clicadas pelo Esrado testemunharam a evolução da cidade

Edison Veiga e Rodrigo Burgarelli, Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2012 | 21h30

Mônica Epperlein tinha 23 anos e cursava Administração no início de 1990. Paula Zanini tinha 20 e fazia Letras. Apaixonadas por esporte – ginástica, corrida, windsurfe –, ficaram amigas e sócias: naquele mesmo ano, montaram uma fábrica de alimentos naturebas. “Vínhamos sempre ao Ibirapuera treinar”, lembra Mônica. O tempo passou, a sociedade se desfez. Mônica – que já era casada – hoje é mãe de três filhos (Pedro, de 20 anos, Marcos, de 18, e Clara, de 16) e estuda Educação Física. Também morou na Alemanha e se tornou rolfista (especialista em alinhamento corporal). Paula segue com a empresa de alimentos naturais, está no segundo casamento, tem dois filhos do primeiro (Pedro, de 12 anos, e Felipe, de 10) e ainda corre de 7 km a 10 km por dia.

Cenário das fotos e endereço de vários encontros da dupla, o Ibirapuera – o parque mais movimentado da cidade, que chega a receber 150 mil pessoas por domingo – pouco mudou. Assim como a amizade delas. “A gente se vê pelo menos uma vez por ano”, dizem as duas, quase em coro. No fim da entrevista, após a nova foto, Paula se virou para Mônica: “E aí, vamos correr?” Foram.

Mônica e Paula no Ibirapuera. Fotos: Ernesto Rodrigues/AE  e Ari Vicentini/AE 

Liberdade. A alguns quilômetros dali, na região central, o empresário Sadao Onishi, de 69 anos, sorri ao apontar a foto feita pelo Estado em 1995, quando presidia a Associação dos Lojistas da Liberdade. “Nessa época, eu pesava 48 quilos. Hoje, tenho 65”, confidencia, orgulhoso dos cabelos grisalhos, dos filhos criados (Lonney, de 32 anos, e Saniy, de 36) e dos netos mais novos que a imagem – Aya tem 8 anos e Leo, 4. Sua loja de joias e presentes é a mesma fundada há 38 anos, 6 depois de ele trocar o Japão natal pelo Brasil. O que mudou? “Segurança, né? Nos últimos anos, minha loja foi assaltada cinco vezes. E o bairro também – hoje a Liberdade tem mais chinês que japonês.”

Jaraguá. Houve mudanças também na tribo guarani do Jaraguá, na zona norte. Um centro de educação indígena inaugurado em 2004 hoje oferece aulas e alimentação às crianças. Quase todas as famílias já aderiram ao Bolsa Família, criado em 2003. E o vaidoso pajé Sebastião Karaitataendy, de 57 anos, que apareceu no Estado em 1998, começou a usar óculos, estrategicamente retirados na hora de refazer a foto.

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