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2ª nuvem vulcânica afeta centenas de voos

Aeroportos ficaram novamente fechados no Uruguai e na Argentina; no Brasil, 30,6% das[br]saídas foram suspensas

Ariel Palacios e Elder Ogliari, O Estado de S.Paulo

14 de junho de 2011 | 00h00

Uma nova nuvem de cinzas do vulcão chileno Puyehue invadiu o espaço aéreo da Argentina e do Uruguai ontem e causou mais uma vez o cancelamento de centenas de voos. Aeroportos de Buenos Aires e Montevidéu seguem fechados desde domingo e afetam partidas e chegadas no Cone Sul - no Brasil, 30,6% das 147 decolagens internacionais foram suspensas - principalmente em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro.

As autoridades aeroportuárias não informam qual a previsão para a retomada dos voos, uma vez que tudo vai depender das condições climáticas. Essa segunda nuvem, que está a 3 mil metros de altitude, atingiu a cidade de Chuí (RS). Em Santana do Livramento, o céu chegou a ficar com coloração cinza e marrom.

Ainda assim, segundo boletim emitido pelo Volcanic Ash Advisory Centre da Argentina, o Centro de Gerenciamento de Navegação Aérea da Aeronáutica (CGNA), as cinzas não devem avançar sobre o espaço aéreo brasileiro nos próximos dias.

As cinzas impediram ontem que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, pudesse desembarcar em Buenos Aires. O secretário-geral teve de aterrissar no Aeroporto Pajas Blancas, em Córdoba, e percorrer em um ônibus fretado pela organização os 713 quilômetros que separam a cidade da capital.

No meio do caminho, Ban Ki-Moon teve de parar em um posto de gasolina na estrada, perto da cidade de Rosario, para tomar o café da manhã. Acompanhado por sua mulher, Yoo Soon Taek, o diplomata coreano celebrou seu 67.º aniversário na lanchonete, com café e alfajor de Santa Fe.

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