2 bases policiais são atacadas em SP

Crimes de maio fazem cinco anos nesta semana, mas governo diz que ações na zona norte da capital e no ABC não têm ligação com PCC

Bruno Paes Manso, Gustavo Uribe, Priscila Trindade e Pedro da Rocha, O Estado de S.Paulo

10 de maio de 2011 | 00h00

Uma base da Polícia Militar no Parque Novo Mundo, zona norte, e uma base da Guarda Civil Metropolitana de Santo André, no ABC, foram alvos de ataques criminosos na madrugada de ontem. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) e a Secretaria de Segurança Pública (SSP) negaram que o atentado tenha ligação com o Primeiro Comando da Capital. Dia 12, os ataques do PCC completam cinco anos.

Na capital, dois homens em um carro passaram atirando contra a companhia da PM na Avenida do Poeta, no Jardim Julieta, zona norte, por volta da 1h30. Os tiros atingiram o prédio e um carro da polícia. Os PMs perseguiram os criminosos e houve troca de tiros. Um dos suspeitos foi atingido na perna e os dois acabaram presos. Uma pistola 9 mm foi apreendida com a dupla. O caso foi registrado no 73.º Distrito Policial. O soldador F.E.S.S.J., de 27 anos, e o estudante D.C., de 18, foram detidos, mas não tinham ligação com o PCC.

Em Santo André, duas pessoas metralharam uma base da GCM, por volta de 1 hora, na Rua Coronel Celestino Henrique Fernandes, no bairro Vila Palmares. Ninguém se feriu. De acordo com a PM, os suspeitos estavam em uma moto. O guarda que estava dentro da base não foi atingido. O caso foi encaminhado para o 2.º DP. Ninguém foi preso.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), negou que os ataques a bases policias do Estado de São Paulo tenham relação com a onda de atos criminosos deflagrada em maio de 2006. "A informação da Secretaria de Segurança Pública é de que não houve nenhuma relação com nenhum outro episódio", disse o governador. Ele fez as afirmações após participar da abertura do 27.º Congresso de Gestão e Feira Internacional de Negócios em Supermercados, na capital paulista.

Relatório. Alckmin preferiu não comentar o resultado de relatório divulgado ontem pela ONG Justiça Global e pela Clínica Internacional de Direitos Humanos da Faculdade de Direito de Harvard e publicado pelo Estado. Intitulado "São Paulo sob Achaque: Corrupção, Crime Organizado e Violência Institucional em Maio de 2006", o estudo aponta que achaques de policiais a criminosos, como o sequestro do enteado do líder da facção, ocorrido em 2005, foram uma das causas da série de ataques de maio de 2006. "Não li o relatório, então eu me permito não comentá-lo", disse o governador.

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