2,1 mil telefones continuam mudos

2,1 mil telefones continuam mudos

Problema ocorre desde segunda, depois que obra do Metrô rompeu cabos da Telefônica. Ontem, Detran retomou serviços

Ana Bizzotto, O Estadao de S.Paulo

26 Março 2010 | 00h00

Os serviços de transferência e licenciamento de veículos foram retomados na manhã de ontem em todo o Estado. Eles estavam suspensos desde segunda-feira, quando cabos de fibra ótica da Telefônica foram atingidos durante as obras de prolongamento da Linha 5?Lilás do Metrô em Santo Amaro, zona sul. Os problemas, porém, continuam para quem ainda não teve as linhas telefônicas restabelecidas. Das 3 mil linhas afetadas, 900 voltaram a funcionar até a noite de ontem, segundo a empresa.

A loja do comerciante Antônio Djehdian, na Rua Capitão Tiago, está incomunicável desde segunda. O principal problema, segundo ele, é a falta de conexão para cartões de crédito. "Estamos impossibilitados de realizar vendas com cartão, que representam de 50% a 70% do faturamento. O prejuízo é grande, e 90% das lojas do entorno estão nessa situação", lamentou. "Devemos entrar com uma ação na Justiça para pedir ressarcimento das vendas perdidas."

Em nota, a Telefônica informou que equipes trabalham "em turnos ininterruptos" na Avenida Adolfo Pinheiro para restabelecer as linhas, com "prioridade para telefones de serviços essenciais e de interesse público". A empresa afirma que o serviço será totalmente restabelecido até segunda e que vai ressarcir os clientes "de acordo com o que estabelece a regulamentação vigente". A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) interditou parcialmente a faixa da direita da avenida, no sentido centro, até o dia 30 para as obras.

Detran. O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) informou, em nota, que desde as 7h30 de ontem a comunicação entre o sistema da Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp) e o Serviço de Processamento de dados (Serpro) foi restabelecida e as operações "estão em pleno funcionamento". Mas, segundo a Assessoria de Imprensa, não há como precisar quando os serviços serão totalmente normalizados, já que houve acúmulo de 21 mil processos. O prazo para entrega de documentos foi ampliado de três para cinco dias úteis por causa da demanda acumulada.

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