1991: Prince veio como o rei do pop

A segunda edição do Rock in Rio, em 1991, começou sob a tensão da Guerra do Golfo. Os bombardeios no Iraque a dois dias da abertura provocaram o temor do cancelamento de algumas atrações, temerosas de viajar por um espaço aéreo perigoso. O aguardado Robert Plant desertou na última hora, mas a alegação foi um inesperado problema de saúde. Com a ausência do ex-Led Zeppelin, nenhuma estrela poderia brilhar mais que o americano Prince Rogers Neslon. Foram duas apresentações, em que o baixinho mostrou sua grandeza artística com shows impecáveis. E, nos cinco dias de folga entre as duas, desfilou uma megalomania que somente alguns astros de primeira podem ter.

ROSE SACONI, EDMUNDO LEITE, O Estado de S.Paulo

01 Outubro 2011 | 03h02

Mesmo atrasando sua primeira apresentação em mais de uma hora e meia, botou o Maracanã lotado para dançar. Cheio de manias e exigências - o seu camarim deveria ter 200 toalhas brancas e um balão de oxigênio -, Prince deu um espetáculo completo de música e dança. Tirou duas jovens da plateia para dançar e cantou hits como Kiss e Let's Go Crazy. Os sucessos, aliados à surpreendente simpatia que demonstrou ter em cima do palco, foram suficientes para conquistar o público.

Levantou sucessivos coros na plateia com seus hits, como Nothing Compares To You e Purple Rain, e ainda achou tempo durante o show para enviar mensagens pacifistas para o público.

Fora do palco, Prince aproveitou quanto pôde para se divertir. Promoveu festas fechadas em casas noturnas para convidados ilustres e artistas. E ainda desfilou pela noite carioca acompanhado por uma namorada brasileira, a jovem modelo Marianne Cotrim, de apenas 16 anos.

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