19 PMs de grupo de extermínio são presos em Goiás

A Polícia Federal prendeu ontem 19 PMs em Goiás - incluindo o subcomandante -, acusados de praticar, por 10 anos, "atividades típicas de grupo de extermínio". Dois ex-secretários estaduais também são investigados pela Operação Sexto Mandamento e prestaram depoimento em Goiânia. A operação faz referência ao "não matarás" do Decálogo (veja box ao lado).

Damaris Giuliana, O Estado de S.Paulo

16 Fevereiro 2011 | 00h00

A investigação que levou a Justiça a expedir os mandados de prisão preventiva e temporária começou há cerca de um ano, por causa do significativo aumento no número de vítimas em supostos confrontos com a PM em Formosa, Rio Verde, Acreúna, Alvorada do Norte e Goiânia - o fato fora constatado sempre nas regiões para as quais esses militares eram transferidos.

De acordo com a PF, muitos dos crimes foram praticados em "horário de serviço e com uso de viaturas da corporação, de maneira clandestina e sem qualquer motivação". Dezenas de crianças e mulheres "sem qualquer envolvimento com práticas criminosas" foram executados. Os policiais escondiam os corpos ou simulavam mortes em confronto para legalizar ações.

Cúpula. O subcomandante da Polícia Militar de Goiás, coronel Carlos Cézar Macário, foi destituído do cargo após a prisão. O ex-secretário estadual de Segurança Pública Ernesto Roller e o ex-secretário estadual da Fazenda Jorcelino Braga tiveram de comparecer à Polícia Federal para "prestar esclarecimentos". Eles são investigados por suposto tráfico de influência para promover os policiais integrantes do grupo de extermínio. / COLABOROU MARÍLIA LOPES

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