15 atrações do Hopi Hari serão periciadas

'Elevador' onde aconteceu morte de adolescente passou por nova análise ontem

TATIANA FÁVARO / CAMPINAS, O Estado de S.Paulo

06 Março 2012 | 03h03

As atrações radicais do parque Hopi Hari, em Vinhedo, interior paulista, começaram ontem a passar por perícia. Os detalhes para análise de 15 das 58 atrações foram definidos ontem por uma força-tarefa, com representantes do Ministério Público do Estado de São Paulo, Ministério Público da União, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros de Vinhedo, Instituto de Criminalística de Campinas, Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) e Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

O "elevador" La Tour Eiffel, onde morreu a adolescente Gabriella Nichimura no dia 24, passou ontem por nova análise - com teste de subida e descida. A atração está fechada para o público desde o dia do acidente.

Por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), a diretoria do parque de diversões e a Promotoria fecharam, na sexta-feira, um acordo para manter o complexo fechado por dez dias. O prazo ainda é prorrogável por mais dez dias, se necessário. Do texto consta ainda que o assento que Gabriela usava quando ocorreu o acidente deverá ter um aviso claro sobre a impossibilidade de uso, além de estar totalmente interditado. Mas ainda não há uma definição técnica sobre como isso será feito - e o brinquedo ainda precisa ser liberado pelos peritos.

Durante o período de análise das atrações, o parque dará às autoridades informações sobre treinamento de funcionários, funcionamento técnico e manutenção dos equipamentos.

Procon. Fiscais do Procon de Campinas notificaram o Hopi Hari na tarde de ontem e pediram a suspensão de venda de todos os passaportes enquanto estiverem suspensas as atividades do parque. Em um Ato de Ofício, o Procon exige que o parque veicule informações sobre a suspensão da venda dos ingressos e do fechamento do parque.

O "elevador" no qual ocorreu o acidente tem 69,5 metros de altura. Dele, conjuntos de cadeiras despencam do alto a uma velocidade de até 94 km/h. Segundo a polícia, Gabriella estava a uma altura entre 20 e 30 metros do chão quando caiu. Na semana passada, com base em fotos apresentadas pela família da garota, a Polícia Civil descobriu que a adolescente se sentou em uma cadeira que deveria estar interditada.

A cadeira estava inutilizada havia ao menos 10 anos e permanecia travada. O advogado do parque, Alberto Toron, reconheceu um "erro crasso" do complexo de diversões e disse que o parque vai colaborar no que for preciso para elucidar as causas e responsabilidades do acidente.

Depoimentos. O delegado responsável pelo caso, Álvaro Santucci Noventa Júnior, informou que deve retomar os depoimentos hoje e pretende ouvir operadores da Torre Eiffel. Em uma das fotografias levadas ao delegado pela família, dois operadores aparecem perto do setor 3, no qual se sentou Gabriela.

O advogado Bichir Ale Bichir Júnior, representante de Marcos Antônio Tomás Leal, de 18 anos, um dos dois funcionários que aparecem na imagem, disse que o rapaz operava o setor 2. O responsável pelo conjunto no qual Gabriella estava sentada não foi localizado ontem.

O promotor criminal Rogério Sanches disse que quer ouvir diretores e funcionários do parque nos próximos dias.

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