127 estabelecimentos são interditados no Rio

Falha na sinalização e iluminação, obstrução de vias de escape e falta de manutenção são os principais problemas

O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2013 | 02h07

O Corpo de Bombeiros do Rio interditou 127 estabelecimentos no Estado de segunda-feira até a noite de anteontem. Outros 52 foram multados e 20, notificados. Dos 209 locais submetidos a fiscalização no Rio, apenas 10 estavam em conformidade com as normas do Código de Segurança, informou a secretaria de Defesa Civil. De acordo com a pasta, os maiores problemas encontrados foram falhas na sinalização e iluminação de emergência, obstrução de vias de escape e falta de manutenção de equipamentos contra incêndio. Os estabelecimentos considerados irregulares têm 30 dias para se adequar.

Até a tragédia em Santa Maria, não havia um trabalho sistemático de fiscalização de casas noturnas, boates, casas de show e similares no Estado. "Trabalhávamos com denúncias em dois momentos pontuais: antes do carnaval e do Natal. Agora, estabelecemos uma meta de fiscalização. Precisamos criar uma cultura de prevenção", reconheceu o secretário de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Simões.

Segundo Simões, a meta é averiguar as condições de segurança de 40 mil edificações até o fim do ano. Em 2012, foram 16 mil vistorias desse tipo no Rio. O coronel disse que o número de fiscais foi dobrado para 500.

Manifesto. Os organizadores da Rio Music Conference, encontro de música eletrônica programado para ocorrer durante o carnaval na Marina da Glória, divulgaram um manifesto sobre a operação de fiscalização e agendaram um debate com empresários, artistas, representantes da prefeitura e da Associação de Entretenimento do Rio. O grupo defende a necessidade de revisão da legislação sobre o tema. O Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico é de 1976. "É difícil vencer a burocracia no Rio, precisamos de uma nova legislação", afirmam no manifesto.

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