Leonardo Soares/AE-13/1/2010
Leonardo Soares/AE-13/1/2010

123 pessoas perderam a CNH; 46 podem ser presos

Desde o início da lei, foram instaurados na capital 7.480 processos por embriaguez[br]ao volante e 468 motoristas tiveram a carteira de habilitação suspensa por 1 ano

Elvis Pereira, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2011 | 00h00

Menos de 2% dos motoristas autuados na capital paulista com base na lei seca - ou 123 pessoas - tiveram a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) cassada, em quase três anos de existência da norma. Os números constam de um levantamento feito pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran) paulista a pedido da reportagem.

Ao todo, foram instaurados 7.480 processos de embriaguez ao volante, de junho de 2008, quando a lei entrou em vigor, até abril deste ano. A lei estabelece como limite dois decigramas de álcool por litro de sangue. Se o bafômetro apontar valor superior, o motorista é multado em R$ 957,70 e tem a carteira e o carro apreendidos.

Em cerca de 80% dos casos, os motoristas têm a carta apreendida no momento da autuação. A partir daí, são obrigados a entrar com um processo que pode durar pelo menos dois meses - um para apresentar o recurso de defesa e outro para esperar a resposta do Detran. Raramente, conseguem resgatar o documento antes desse período.

De todos esses processos, 468 resultaram na suspensão da carteira do condutor por 1 ano. Encerrado esse prazo, o motorista deve cumprir um curso de reciclagem para ganhar novamente a permissão de conduzir um veículo.

Outros 123 condutores perderam a carta. A cassação ocorreu depois que o motorista, mesmo autuado por embriaguez, é flagrado novamente alcoolizado ou cometendo outra infração. Nesse caso, a pessoa é impedida de dirigir por períodos de 6 meses a 2 anos e, para voltar a dirigir, precisa enfrentar o mesmo processo de avaliação imposto aos novatos.

Prisão. Quarenta e seis motoristas da capital correm o risco de ser presos. Flagrados no teste do bafômetro com mais de seis decigramas de álcool por litro de sangue, eles podem ser condenados a penas de 6 meses a 3 anos. Segundo o Detran, a situação deles está sendo reavaliada.

Para o inglês Philip Gold, consultor internacional em segurança viária e ex-gerente de segurança viária da CET, o motorista deve ser lembrado que a lei existe. "Você deve sentir que é sério. Que, se você beber, tem uma grande chance de ser pego e perder a carteira de habilitação", afirma.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.