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12 lugares para curtir a primavera na cidade

Restaurantes lançam pratos que lembram a estação e algumas casas têm jardins

Valéria França, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2010 | 00h00

Há várias maneiras de aproveitar a primavera em São Paulo. Com a mudança da estação, alguns restaurantes estão lançando pratos temáticos, com flores, caso do Marakuthai, nos Jardins, zona sul. Outro roteiro possível é selecionar as casas que oferecem varandas e jardins a céu aberto. E São Paulo tem vários oásis espalhados pela cidade.

O Buttina, restaurante italiano, em Pinheiros, zona oeste, por exemplo, tem como um dos grandes atrativos uma imensa jabuticabeira. É o local ideal para aqueles almoços de domingos ensolarados, quando ninguém tem pressa de levantar da mesa. A impressão é de que se está no quintal de casa.

Nas proximidades, o Maní tem uma espécie de jardim muito disputado no fundo do restaurante, com apenas três mesas. Uma delas fica embaixo de um caramanchão e tem lugar para cerca de oito pessoas. O ambiente é descontraído e a cozinha, comandada pela premiada chef gaúcha Helena Rizzo e pelo marido espanhol Daniel Redondo - uma união que resultou em pratos muito diferentes, como bombons de foie gras envoltos em capa de vinho do Porto e recheados com um cubo de goiabada. E quem vai lá sempre tem a chance de ver a atriz e apresentadora Fernanda Lima, uma das donas do local.

Fora do eixo da badalação, o Anna Prem fica bem na frente do Parque da Aclimação, região central. No andar de baixo do casarão, funciona uma pequena lanchonete e uma loja de produtos naturais, que abre às 8 horas para servir café da manhã. Uma das atrações é o pão de beijo, à base de mandioquinha, sem queijo.

No andar de cima funciona o restaurante de fato. "Almoço lá todos os dias", diz a administradora financeira Catarina Xavier Oliveira, de 42 anos, que sempre dá preferência às mesas do jardim. "As árvores, as flores e o silêncio deixam o local com cara de oásis. Eu me sinto até fora de São Paulo."

O restaurante tem cardápio vegetariano. Mas não adianta ir lá com pressa. A música ambiente é do tipo calminha, comum em aulas de ioga, e os atendentes seguem o mesmo ritmo. Apesar de funcionar no almoço no esquema de bufê (R$ 16,90, durante a semana, e R$ 21,90, sábado e domingo), a casa foi elaborada para desacelerar os paulistanos.

Sustentabilidade. Setembro Verde é o título do evento que a Matilha Cultural, casa voltada aos temas ambientais, promove na cidade até 10 de outubro. Palestras, filmes e exposições, além de descontos em restaurantes e baladas, fazem parte da programação. "Criar um circuito cultural que integra vários lugares foi um jeito que encontramos de mostrar as questões ambientais numa cidade como São Paulo, tão voltada ao consumo", diz Rebeca Lerer, de 33 anos, diretora de conteúdo da Matilha.

Entre os destaques do evento, a exposição de Jaime Prades, artista plástico que começou nos anos 1980 com a arte de rua. Além de pinturas, exibe objetos construídos com madeira recolhida das caçambas da cidade.

Hoje, na Matilha, às 18 horas, há uma bate-papo com o publicitário Marcelo Cerpa, sobre os novos padrões de consumo. A entrada é grátis. E amanhã, a Galeria Mundo Mix, nos Jardins, lança um córner com roupas e acessórios sustentáveis. A apresentadora Chiara Gadaleta selecionou as 11 marcas que estarão à venda. A cada dois meses, os fornecedores serão trocados, mas o perfil sustentável permanece.

Serviço

ANNA PREM: (11) 3208-7552/51; MARAKUTHAI: (11) 3062-7556; BABEK: (11) 5051- 6781; BUTTINA: (11) 3083-5991; CAFÉ APRENDIZ: (11) 3819-1035; KAÁ: (11) 3045-0043; MANI: (11) 3085-4148; MARAKUTHAI: (11) 3062-7556; PÉ DE MANGA: (11) 3032-6068; FIGUEIRA RUBAYAT: (11) 3087-1399; YAM: (11) 3031-3543; MATILHA CULTURAL: WWW.MATILHACULTURAL.COM.BR

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