12 das 27 secretarias municipais têm previsão de orçamento menor

Crise de arrecadação reduz repasses; Infraestrutura Urbana, por exemplo, tem estimativa de gastos cortada pela metade em 2015

Adriana Ferraz, O Estado de S. Paulo

03 de outubro de 2014 | 03h00

SÃO PAULO - Em crise de arrecadação, a gestão Fernando Haddad (PT) reduziu o orçamento previsto para 12 das 27 secretarias municipais, conforme levantamento feito pelo Estado, com base na lei orçamentária deste ano e na inflação do período. Parte das pastas atingidas compõe a lista de prioridades do governo, como Habitação, Transportes e Infraestrutura Urbana. A última, em especial, teve a previsão de gastos cortada pela metade. Caiu de R$ 3,2 bilhões para R$ 1,6 bilhão - se fosse corrigido pela inflação, o valor passaria a R$ 3,4 bilhões. 

As Secretarias de Habitação e Transportes tiveram perdas previstas menores, da ordem de R$ 400 milhões, cada, já aplicada a correção pela inflação. Ambas as áreas representam hoje as maiores demandas populares: mobilidade e moradia. A primeira tem como meta principal a construção de 150 quilômetros de corredores de ônibus e a segunda, a entrega de 55 mil unidades habitacionais.

Pastas de caráter mais administrativo, como Relações Internacionais, Finanças e Governo, também entraram no corte. As demais são: Subprefeituras, Assistência Social, Esportes, Serviços, Comunicação e Pessoa com Deficiência. Segundo a Prefeitura, a suspensão do aumento do IPTU pela Justiça explica parte das reduções, uma vez que a cidade perdeu quase R$ 800 milhões que seriam usados para buscar mais investimentos. Mas o governo reafirma que, levando em consideração a execução orçamentária deste ano, há alta em todas as pastas citadas.

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