100 mil usuários ficam sem escada rolante no Terminal Bandeira

Cadeirantes e outros usuários preferenciais não conseguem acessar o Terminal por causa de manutenção

Mônica Cardoso, O Estado de S.Paulo

27 Fevereiro 2009 | 21h27

Para chegar até o Terminal Bandeira, no Centro, o secretário Antonio Manuel da Silva, de 46 anos, se depara com as escadas rolantes quebradas. Cadeirante, ele tem que pedir para que alguém o ajude a contornar o trajeto, subindo pela inclinada Ladeira da Memória e seguindo pela passarela. Ele então chama um segurança, que liga para a chefia via rádio, que entra em contato com o encarregado da Socicam para enviar um funcionário da SPTrans. Como nem sempre há um funcionário disponível, ele espera por cerca de 15 minutos. "É um desrespeito com o cidadão. Sempre encontro essas escadas rolantes quebradas. Já fiz diversas reclamações para a SPTrans e nada acontece", diz. Como trabalha com recolocação de deficientes físicos no mercado de trabalho em uma associação e acompanha esses profissionais, ele precisa utilizar o Terminal Bandeira cerca de 20 vezes por dia. "Já vi um deficiente físico cair da escada rolante por causa do desgaste no corrimão, onde é preciso se apoiar", diz.   E não é só ele. Por dia, cerca de 100 mil pessoas utilizam o Terminal Bandeira. A auxiliar administrativa Sarah Gallo Nascimento, de 25 anos, grávida de sete meses, sobre os 32 degraus duas vezes por dia. "É muito cansativo. A passagem de metrô aumentou e não vi nenhuma melhoria". A enfermeira Nair Silva Martins, de 69 anos, também chega ao topo esbaforida. "Essas escadas rolantes sempre estão quebradas", diz.   As escadas rolantes estão quebradas desde segunda-feira, segundo os entrevistados e os funcionários que trabalham no terminal, por causa da forte chuva. A SPTrans, no entanto, diz que elas foram desligadas na quinta-feira. O motivo é que as chuvas inundaram o poço de máquinas e, por medidas de segurança, as partes mecânicas e eletrônicas foram desligadas para não entrar em curto-circuito. Enquanto a reportagem esteve no local, técnicos começaram a bombear a água do poço e secaram os equipamentos, que voltaram a funcionar na tarde de ontem.

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