10 dias de conflito no centro

Para apontar erros e acertos da operação, 'Estado' ouviu do prefeito a médicos, advogados e urbanistas

O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2012 | 03h02

Hoje faz dez dias que a Polícia Militar cercou a região da cracolândia. Do dia 3 até as 17h de ontem, 69 pessoas foram presas - a maioria microtraficantes -, 152 usuários de drogas encaminhados a tratamento e 3.607 passaram por revistas. No total, policiais apreenderam 0,63 kg de crack e funcionários da Prefeitura retiraram 78 toneladas de lixo. Do ponto de vista operacional, esse é o resumo da ação.

Mas, mais do que colecionar números, a operação fez São Paulo voltar a discutir um território degradado e até então quase autônomo bem no coração da metrópole. Opiniões favoráveis e contrárias se amontoaram no período, principalmente quando os viciados começaram a vagar por outras áreas do região central para fugir da polícia. A estratégia da operação - de dificultar o acesso dos usuários ao crack e, por meio de "dor e sofrimento", forçar que procurem tratamento - também virou motivo de debate, assim como a revelação feita pelo Estado no sábado de que o início da operação foi precipitado por uma decisão de segundo escalão do governo e da PM - o cerco foi deflagrado sem nem mesmo o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (PSD) saberem. Já durante a semana, o Ministério Público e a Secretaria de Segurança Pública trocaram farpas publicamente.

Para fazer um balanço desses primeiros dez dias, o Estado entrevistou ontem médicos, advogados, urbanistas, sociólogos, integrantes de entidades paulistanas e o próprio prefeito. Suas opiniões formam uma espécie de panorama de acertos e erros até aqui e indicam caminhos a seguir. E sua opinião também é muito importante. Quer dizer o que acha de tudo isso? Basta entrar na página facebook.com/metropoleestadao. / ADRIANA FERRAZ, BRUNO PAES MANSO e GUILHERME RUSSO

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